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Nos primeiros 9 dias de janeiro, exportações de açúcar atingiram 1,5 milhão de toneladas

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Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (15.01) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil registrou a exportação de 1,509 milhão de toneladas de açúcar e melaços nos primeiros nove dias úteis de janeiro, com um faturamento acumulado de US$ 806,22 milhões. Somente na última semana, mais de 740 mil toneladas foram embarcadas.

Em todo o mês passado, as exportações relacionadas ao setor sucroenergético totalizaram 3,853 milhões de toneladas. Comparado ao mesmo período de janeiro de 2023, que teve 22 dias úteis, as exportações alcançaram 2,025 milhões de toneladas, com uma receita total acumulada de US$ 896,72 milhões.

Ao analisar a média diária de toneladas exportadas, observa-se um total de 167,77 mil toneladas por dia no período atual. Esse valor representa um aumento expressivo de 82,20% em comparação ao mesmo período de 2023, quando a média diária era de 92,07 mil toneladas.

Além disso, os preços dos embarques apresentam um incremento de mais de 20%, atingindo US$ 533,90 por tonelada. Esses dados apontam para um desempenho robusto nas exportações de açúcar brasileiro, refletindo um cenário positivo no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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