AGRONEGÓCIO
Minas Gerais reúne mulheres do agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mais de 200 mulheres do agronegócio mineiro se reuniram em Belo Horizonte para debater liderança, representatividade e educação no setor. O encontro, promovido pelo Sistema Faemg Senar, Comissão de Direito do Agronegócio de Minas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi uma oportunidade para as participantes trocarem experiências e buscarem soluções para os desafios que enfrentam.
Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, Thales Fernandes, as mulheres que lideram propriedades rurais são “mais criteriosas e organizadas que os homens” e também são as responsáveis por levar adiante os processos de sucessão familiar. Ele ressaltou a importância de fortalecer a participação feminina no agronegócio, que já representa 14,3% das propriedades rurais administradas no estado.
O evento contou com a participação de diversas palestrantes renomadas, como a professora Raquel Menezes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que falou sobre o papel da liderança feminina na sustentabilidade e inovação no agronegócio. As presidentes das comissões das Mulheres dos Conselhos Regionais de Agricultura (CRAs) de Minas Gerais também compartilharam suas experiências e desafios.
Uma das principais conclusões do encontro foi a necessidade de promover a educação e a capacitação das mulheres do agronegócio. As participantes defenderam a criação de mais programas e cursos específicos para as mulheres, que as ajudem a desenvolver suas habilidades de liderança, gestão e empreendedorismo.
O encontro foi um importante passo para o fortalecimento da liderança feminina no agronegócio mineiro. As participantes saíram do evento motivadas e com novas perspectivas para o futuro do setor.
Além das palestras e debates, o encontro também contou com uma feira de negócios, onde as participantes puderam conhecer produtos e serviços voltados para o agronegócio.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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