CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mercado de ovos deve continuar aquecido em 2024, prevê Cepea

Publicado em

AGRONEGÓCIO

O mercado de ovos deve continuar aquecido em 2024, segundo previsão do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com preços se mantendo altos e  aumento nas exportações.

No decorrer do ano passado, o preço médio da caixa contendo 30 dúzias de ovos brancos subiu 23,2%, atingindo o valor de R$ 175,90.

A produção de ovos no país registrou uma queda de 2,6% no primeiro trimestre de 2023, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Declínio atribuído a uma série de fatores, incluindo o aumento dos custos de produção, como os valores da ração para aves.

No mercado internacional, as exportações brasileiras de ovos tiveram um crescimento expressivo ao longo de 2023, atingindo os maiores volumes dos últimos 13 anos.

Esse aumento nas exportações foi impulsionado por casos de Influenza Aviária em plantéis comerciais de diversos países, resultando no redirecionamento de parte da demanda internacional para o Brasil.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Produção nacional de feijão alcança novo recorde: 3,5 milhões de toneladas
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

Publicados

em

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

Leia Também:  Pacheco pede defesa do agro contra embargos ambientais e critica falta de distinção entre desmatamento legal e ilegal

Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

Leia Também:  Mercado global de bioinsumos pode atingir R$ 258,75 bilhões até 2032

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA