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Mato Grosso do Sul investe no setor visando o mercado global

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Mato Grosso do Sul tem avançado na suinocultura e se destaca em 2024 com uma perspectiva de crescimento expressivo, sustentada por novos investimentos e melhorias sanitárias no setor. Atualmente, o estado possui cerca de 101,8 mil matrizes suínas, e espera-se que esse número alcance 152 mil até 2027.

A projeção é impulsionada pelo fortalecimento das práticas de sanidade, especialmente com a retirada da vacinação contra febre aftosa, medida que deve facilitar o acesso ao mercado internacional, conforme aponta a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

A expectativa é de que essa decisão aumente a competitividade da suinocultura sul-mato-grossense e atraia empresas interessadas em explorar o potencial exportador do estado. Eleiza Morais, diretora da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), destaca que o setor se prepara para dobrar a produção de matrizes, beneficiando-se de um cenário favorável e do interesse de novos investidores.

Além disso, os preços do suíno vêm se valorizando, refletindo tanto a demanda interna quanto as expectativas de expansão. Na última semana, o preço da carcaça suína especial subiu 3,52%, chegando a R$ 14,70/kg. A arroba do suíno CIF teve aumento de 1,65%, com valores agora em R$ 185,00. Em Minas Gerais, o preço do suíno vivo chegou a R$ 9,83/kg, enquanto no Paraná e em São Paulo os valores ficaram em torno de R$ 9,42/kg e R$ 9,69/kg, respectivamente.

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O setor aguarda ainda uma decisão crucial em maio de 2025, quando Brasília julgará o pedido para que Mato Grosso do Sul seja considerado área livre de febre aftosa sem vacinação. Caso aprovado, o estado abrirá novos mercados para exportação, ampliando ainda mais o impacto da suinocultura local na economia. Para Daniel Ingold, diretor-presidente da Iagro, essa mudança posicionará Mato Grosso do Sul como um importante fornecedor global de carne suína, trazendo benefícios significativos para o estado no próximo ano.

Fonte: Pensar Agro

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IBGE revisa safra e reforça posição entre os maiores produtores do país

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou em 261,1 mil toneladas a estimativa para a produção agrícola do Paraná em 2026, colocando o estado entre os três maiores ajustes positivos do país no mês de maio. Com a revisão, o Paraná mantém a posição de segundo maior produtor brasileiro de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondendo por 13,6% da safra nacional.

A nova projeção acompanha o cenário favorável da agricultura brasileira. Segundo o IBGE, o país deverá colher 350,4 milhões de toneladas de grãos em 2026, um dos maiores volumes da série histórica. Apenas Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram acréscimos superiores ao registrado pelo Paraná na comparação com o levantamento anterior.

A soja segue como principal cultura do estado, com produção estimada em 22 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao obtido em 2025. Já o milho de segunda safra, principal aposta dos produtores nesta temporada, teve a projeção elevada para 17,5 milhões de toneladas e representa cerca de 16% da produção nacional da safrinha.

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Nas culturas de inverno, o Paraná continua liderando com folga a produção brasileira de cevada. A colheita está estimada em 552,6 mil toneladas, o equivalente a mais de 80% da produção nacional. A aveia também apresentou revisão positiva e deverá alcançar 256,5 mil toneladas, mantendo o estado entre os principais produtores do país.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio paranaense, sustentado pela diversificação das culturas e pelo elevado nível tecnológico das propriedades. Ao lado do Rio Grande do Sul, o Paraná é um dos pilares da produção agrícola da Região Sul, que responde por mais de um quarto da safra brasileira de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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