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IPPA/CEPEA: IPPA recua em novembro pelo terceiro mês seguido

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Cepea, 16/12/2022 – Em novembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) caiu 1,3% frente a outubro, sendo o terceiro mês de baixa consecutiva. Este resultado refletiu os recuos observados para o IPPA/Cana-Café, o IPPA/Pecuária e o IPPA/Hortifrutícolas, cujas variações foram, respectivamente, de 4,6%, 3,6% e 3,2%. O IPPA/Grãos, por sua vez, avançou 1,4%. No caso do IPPA/Cana-Café, a baixa se deve à importante queda dos preços nominais do café, cuja média mensal atingiu o menor patamar desde julho de 2021. Em relação ao IPPA/Pecuária, as desvalorizações do leite, do boi gordo, dos ovos e do frango vivo influenciaram o Índice. Os valores da arroba do boi gordo foram pressionados pelo aumento da oferta de animais para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, em termos reais, os preços médios mensais retornaram aos patamares de outubro de 2019, quando se iniciou um intenso movimento de alta, devido à restrição de oferta e ao crescimento da demanda chinesa. Para o IPPA/Hortifrutícolas, o desempenho reflete as quedas dos preços nominais da banana e da uva. No caso da banana, cuja queda do preço se sobressai no grupo, houve expansão da oferta. Já para o IPPA/Grãos, a alta esteve atrelada às elevações nos preços do arroz em casca, do trigo em grão, da soja, do algodão em pluma e do milho. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, registrou ligeiro avanço de 0,22%, indicando que, de outubro para novembro, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia. Na mesma comparação, os preços internacionais dos alimentos, calculado pela FAO, recuaram 0,15%; enquanto o dólar, em termos nominais, avançou 0,38% frente ao Real. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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