AGRONEGÓCIO
IPPA/CEPEA: Índice recua novamente em dezembro/22
AGRONEGÓCIO
Cepea, 27/01/2023 – Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda pelo quarto mês consecutivo. Em relação a novembro, em termos nominais, houve recuo de 0,8%. Esse resultado refletiu as baixas observadas para o IPPA/Hortifrutícolas e para o IPPA/Grãos, de 9,1% e 1,1%, respectivamente. Em sentido oposto, foram observadas altas para o IPPA/Cana-Café e, mais sutilmente, para o IPPA-Pecuária, de 1,4% e 0,1%, na mesma ordem. No mês, observou-se que o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, apresentou alta de 0,6%, o que indica que, de novembro para dezembro, os preços agropecuários recuaram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, houve baixas de 1,9% nos valores internacionais dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, e de 0,6% na taxa de câmbio oficial, divulgada pelo Bacen. Verificando-se a variação acumulada de 2022 frente a 2021, observou-se o avanço nominal de 10,1% do IPPA/CEPEA, e o IPA-OG-DI Preços Industriais subiu 10,7%. No caso dos preços internacionais dos alimentos, a alta acumulada foi de 14,3%, ao passo que o câmbio nominal recuou 4,3%, o que reflete certa congruência entre os índices mencionados. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
AGRONEGÓCIO
Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira
No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.
A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.
O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.
A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.
A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.
Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.
A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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