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HF BRASIL/CEPEA: Referência no setor, revista Hortifruti Brasil completa 20 anos

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Cepea, 7/04/2022 – A revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, completa 20 anos neste mês. São mais de 220 edições, todas disponibilizadas – de forma ininterrupta e na íntegra – no site da Equipe de HF e enviadas na versão impressa e de forma gratuita a agentes do setor de hortifrúti de todo o País.

Referência consolidada de mercado para todo o setor de frutas e hortaliças do Brasil, a revista produz informações e recomendações técnicas e econômicas vindas da pesquisa diária a um enorme contingente de produtores e demais agentes do setor.

Por estar dentro da Universidade de São Paulo (USP), a Equipe conta com a integração entre pesquisa, ensino e extensão. Assim, a Equipe de HF do Cepea se orgulha por ter auxiliado – e ainda auxiliar – na formação profissional de estudantes da USP e também de outras universidades da região de Piracicaba (SP). Desde 2002, centenas de estudantes (de graduação e de pós-graduação) já passaram pela Equipe de HF do Cepea. Esses estudantes atuam tanto na coleta de dados quanto na elaboração e transmissão de informação por meio de palestras, visitas, eventos em feiras e dos canais formais de divulgação, como o site e a revista.

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E história da revista Hortifruti Brasil só foi possível porque, desde seu início, os agentes atuantes no mercado de HF se predispuseram a fornecer dados ao Cepea, reconhecendo a importância para eles próprios da informação elaborada com base em métodos cientificamente recomendados. A revista não existiria sem a participação ativa e comprometida do setor produtivo e das instituições que a amparam.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: [email protected].

Fonte: CEPEA

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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