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HF BRASIL/CEPEA: O que é importante para o consumidor do futuro?
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Cepea, 09/03/2023 – Depois de períodos restritivos impostos pela pandemia, o retorno à “vida normal” vem revelando mudanças interessantes no comportamento, nas prioridades e nas exigências de consumidores do Brasil e do mundo. Tais alterações nos hábitos de consumo foram apontadas e discutidas em recentes relatórios de importantes consultorias. Ainda que estes estudos e pesquisas tragam resultados amplos, a equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, traz para a edição deste mês análises de informações relacionadas ao consumo de alimentos em geral.
Dentre os relatórios avaliados pela equipe esteve o “Sinais de Fome”, divulgado em dezembro de 2022 pela consultoria norte-americana KPMG, que reuniu diferentes pesquisas sobre as tendências de consumo de alimentos, principalmente nos Estados Unidos. A Equipe do Cepea analisou também o Consumer Insights 2022, da Kantar, que mostra a reconfiguração do consumo, tanto dentro quanto fora do lar, no período de 12 meses (encerrado em setembro/22). Outros relatórios avaliados foram o da McKinsey & Company, com dados de e-commerce, e o White Paper da WGSN, “Consumidor do Futuro 2024”, que identificou perfis de consumidores que devem ser priorizados. Para avaliar como as tendências de consumo influenciam o mercado de frutas e hortaliças, foram utilizados os relatórios da Euromonitor, com análise dos dados de venda de frutas e hortaliças no varejo brasileiro.
De um modo geral, algumas tendências de hábitos de consumo observadas nos relatórios avaliados poderão ser postergadas, por conta do limitado poder de compra do consumidor – não só do Brasil, mas global, diante do aumento da inflação. Em especial, no Brasil, nestes últimos anos, observa-se que o consumidor vem gastando mais e comprando menos alimentos.
PERFIS DO CONSUMIDOR DO FUTURO – É muito importante para agentes do setor de HF entender o perfil do consumidor como um todo para que a cadeia de alimentos tenha estratégias e ações eficazes para ganhar cada vez mais clientes. Para isso, a Hortifruti Brasil fez um compilado do White Paper “Consumidor do Futuro 2024”, da WGSN, autoridade global em previsão de tendências de consumo, e separou o consumidor em quatro grupos etários: geração Z (jovens abaixo de 25 anos), geração Y (pessoas entre 25 e 40 anos, principalmente), geração X (população na casa dos 41 aos 60 anos) e os baby boomers (acima de 60 anos). A pandemia e a consequente alta do custo de vida proporcionaram diferentes experiências para cada um destes grupos, e isso deve impactar nas decisões de compra, na saúde física e, sobretudo, emocional, no médio e longo prazos.
E empresas devem ficar atentas à geração mais jovem, que está mais propensa a mudanças e mais consciente e preocupada com a saúde e questões ambientais. E a tecnologia hoje desempenha um papel vital na decisão de compra de frutas e hortaliças! É por meio das redes sociais que o consumidor fica sabendo de novos produtos, compartilha opiniões e define suas escolhas. Por um lado, muitas estratégias estão disponíveis para promover um consumo maior de frutas e hortaliças, mas, por outro, o setor produtivo de frutas e hortaliças deve continuar oferecendo um alimento seguro e saudável.
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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: [email protected].
Fonte: CEPEA
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Soja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País
Um mapeamento inédito realizado por imagens de satélite e sensoriamento remoto pela Serasa Experian, revela que os estados de Mato Grosso e Rondônia incorporaram, juntos, 294 mil hectares ao cultivo da oleaginosa na safra 2025/26. O crescimento consolida a soberania mato-grossense no setor e joga luz sobre a rápida transformação de Rondônia, que desponta como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas da Região Norte.
Desejo antigo de expansão do setor, o apetite por terra na região não ficou restrito ao grão principal. O levantamento territorial identificou que a área destinada ao milho primeira safra registrou um salto expressivo de 13% no consolidado dos dois estados, mostrando que a rotação de culturas segue ganhando tração.
O peso da escala em Mato Grosso
Com o novo aporte de terra na safra atual — responsável por 268 mil hectares do total expandido —, Mato Grosso rompeu a barreira dos 12,4 milhão de hectares cultivados com soja. O número confere ao estado o controle de aproximadamente 25% de toda a produção nacional do grão.
Diferente de outras regiões do País, o modelo mato-grossense é fortemente ancorado na economia de escala: as grandes propriedades rurais concentram 60% de toda a área de plantio, enquanto os pequenos produtores respondem por uma fatia de 18%.
Geograficamente, o crescimento foi puxado por polos consolidados e novas franjas de produção. O município de Paranatinga liderou a abertura de frentes agrícolas, com um incremento de 21,9 mil hectares, seguido por Novo São Joaquim (+12,5 mil) e Nova Mutum (+12,4 mil). Na outra ponta, o monitoramento por satélite captou um movimento de acomodação de área em cerca de 20 municípios, com retrações superiores a mil hectares. O caso mais emblemático foi o de Alta Floresta, onde o cultivo encolheu 6% em comparação ao ciclo anterior.
Rondônia: a força da pequena propriedade
Se o modelo de Mato Grosso impressiona pelos volumes absolutos, Rondônia chama a atenção dos analistas pela velocidade da sua transição no campo. O estado adicionou 26 mil hectares na safra 2025/26, atingindo uma área total de 730 mil hectares de soja. O dado mais robusto, no entanto, está no acumulado: nos últimos seis ciclos agrícolas, a arrancada rondoniense na área plantada foi de impressionantes 84,4%.
A grande diferença em relação ao vizinho do Centro-Oeste está no perfil de quem planta. Em Rondônia, a soja avança pelas mãos da agricultura familiar e de médio porte. As pequenas propriedades rurais são as grandes protagonistas da cultura no estado, liderando com 44% da área cultivada, superando as grandes fazendas, que detêm 38%. Os municípios de Alto Paraíso (+4,9 mil hectares) e a capital Porto Velho (+4,2 mil) foram os motores desse salto na Região Norte.
O passaporte ambiental da lavoura
O estudo também cruzou a malha de satélites com os dados regulatórios de regularização fundiária, revelando que a expansão da soja na Amazônia e no Cerrado ocorre sob forte monitoramento. O índice de conformidade ambiental é elevado: em Mato Grosso, 97% de toda a área plantada com o grão já possui registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice atinge 93% da área total.
Especialistas em inteligência de mercado apontam que esse nível de rastreabilidade tornou-se o padrão de segurança do setor. Em um mercado global cada vez mais restritivo a produtos de áreas de desmatamento, comprovar por meio de coordenadas geográficas e imagens de alta resolução que o crescimento de quase 300 mil hectares ocorre sobre áreas consolidadas e legalizadas funciona como um salvo-conduto. É a garantia de que a soja do Centro-Oeste e do Norte mantém suas portas abertas tanto para o mercado interno quanto para as exigentes gôndolas internacionais.
Fonte: Pensar Agro
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