AGRONEGÓCIO
FPA quer urgência em projeto que transfere controle de javalis a estados
AGRONEGÓCIO
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai pedir urgência na votação do Projeto de Lei 4.253/2025, que transfere para os governos estaduais e do Distrito Federal o controle populacional de javalis, espécie invasora que se espalhou pelo território brasileiro e causa prejuízos crescentes ao campo.
Estima-se que as perdas econômicas já superem R$ 100 milhões por ano, afetando diretamente lavouras de milho, soja, feijão e trigo, além de criatórios de suínos e aves.
O projeto autoriza caça, abate e manejo controlado desses animais, bem como a comercialização de produtos e subprodutos decorrentes das ações de controle.
A proposta também retira do Ibama a competência exclusiva sobre o tema, repassando aos estados a responsabilidade pela execução das medidas de contenção. Segundo técnicos ligados à FPA, o objetivo é descentralizar a fiscalização e agilizar respostas regionais, especialmente nas áreas rurais mais afetadas.
O avanço do PL é visto como uma resposta legislativa ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá julgar ainda neste mês a constitucionalidade do controle estadual de espécies exóticas invasoras. O autor da proposta, deputado Alceu Moreira, lembra que os javalis — introduzidos ilegalmente no país nas décadas de 1990 e 2000 — se reproduzem rapidamente e colocam em risco a produção agropecuária e a saúde pública.
“Mesmo com o abate de mais de 500 mil animais em 2024, a população continuou crescendo. As espécies invasoras causam prejuízos que chegam a R$ 15 bilhões por ano no Brasil”, afirmou o parlamentar.
A expectativa é que a urgência seja votada ainda nesta semana para permitir que o texto siga direto ao plenário. Caso aprovado, o projeto permitirá que estados criem programas próprios de controle, adaptados à realidade de cada bioma, com apoio técnico de secretarias estaduais de meio ambiente e defesa agropecuária.
Especialistas alertam, no entanto, que o manejo precisa ser acompanhado de critérios técnicos e monitoramento sanitário rigoroso, a fim de evitar riscos à fauna nativa e à segurança alimentar.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
-
ESPORTES7 dias atrásMato-grossense Leonardo Storck é campeão e conquista vaga em Roland Garros
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásInvestigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro
-
ESPORTES4 dias atrásBotafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
-
ESPORTES7 dias atrásFlamengo vence o Bahia e segue firme na vice-liderança do Brasileirão
-
Sinop7 dias atrásSinop terá palestra gratuita com Ian Arthur de Sulocki sobre pesca esportiva durante seminário regional
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásGestão Fazendária se reúne com Planejamento do Estado para incluir serviços de Várzea Grande no aplicativo MT Cidadão
-
Sinop6 dias atrásPrefeitura de Sinop fortalece atendimentos de média e alta complexidade no NAE
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Militar registra queda de até 59,7% nos índices criminais em 9 municípios da região Oeste de MT






