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Exportação brasileira de milho segue firme, sendo superior ao mesmo período do ano de 2021

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Conforme o relatório que foi divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos 12 primeiros dias úteis do mês de junho, o Brasil já fez a exportação de 431.393,5 toneladas de milho não moído (exceto milho doce).

Dessa forma, a proporção acumulada neste tempo já é 368% maior do que as 92.169,3 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de junho de 2021.

Assim, a média diária de embarques está em 35.949,5 toneladas, que comparado a mesma época do último ano, representando uma elevação de 719,1% com relação as 4.389,6 do mês de junho de 2021.

Na última semana, a Associação Nacional do Exportadores de Cereais (ANEC), calculou que a exportação de milho do país no decorrer do sexto mês de 2022, esteja estimado em 1,79 milhão de toneladas, indicando um aumento de 1,7 milhão de tonelada, alternativamente a junho de 2021.

Financeiramente falando, o Brasil arrecadou um total de US$ 138,218 milhões no período, contra US$ 22,022 milhões de todo junho do ano passado.

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Diferente da média diária do atual mês, que contabilizou aumento de 998,4% ficando com US$ 11,518 milhões por dia útil contra US$ 1,048 milhão no último mês de junho.

Já o preço por tonelada obtido subiu 34,1% no período, saindo dos US$ 238,90 no ano passado para US$ 320,40 neste mês de junho.

Fonte: AgroPlus

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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