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AGRONEGÓCIO

ExpoLondrina espera público recorde e R$ 1,5 bilhão em negócios

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Londrina, no norte do Paraná (386 km da capital, Curitiba) está sediando, desde esta sexta-feira (04.04) a 63ª edição da ExpoLondrina, com o tema “Você vive o agro do início ao fim do dia”. A feira é realizada de 4 a 13 de abril de 2025 no Parque de Exposições Governador Ney Braga e espera atrair um público de 500 mil visitantes e gerar mais de R$ 1,4 bilhão em negócios. Ano passado a feira recebeu mais de 470 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 1,26 bilhão em negócios. 

Agora em 2025, o evento contará com a participação de aproximadamente 300 expositores de diversos setores, como maquinário agrícola, veículos e implementos, além de pavilhões dedicados ao varejo, gastronomia e serviços bancários. Além disso, mais de 7 mil animais, incluindo bovinos, equinos, ovinos e caprinos, estarão presentes para exposições, julgamentos e leilões.

A feira, segundo os organizadores, enfatiza a inovação e a tecnologia aplicadas ao agronegócio. Um exemplo é a Via Rural Smart Farm, uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que apresenta unidades didáticas focadas em sustentabilidade e inovação no campo. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) marca presença com dez unidades expositivas na Via Rural Smart Farm, apresentando projetos de ensino, pesquisa e extensão.

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As áreas temáticas incluem manejo de solos e água, consultoria em agronomia, zootecnia e veterinária, biodiversidade de insetos e abelhas sem ferrão, agroecologia e aquicultura. Estudantes de Jornalismo da UEL também produzem um radiojornal diário durante o evento, abordando os projetos e destaques da feira. ​Entre os destaques estão o manejo de solo e água para baixa emissão de carbono, uso de bioinsumos na horticultura, criação de abelhas sem ferrão e cultivo de frutas como pitaya, maracujá e morango suspenso.

O Pavilhão Smart Agro, com o tema “Transformação Digital e Biotecnologia”, oferece espaços como Arena Conteúdo, Arena Networking, Arena Inovação, Arena Soluções e Arena Experiências, destacando como a tecnologia está moldando o futuro do agronegócio. Tem ainda o Espaço Cuidar, uma parceria entre a Sociedade Rural do Paraná (SRP), Hospital Universitário (HU) e UEL, oferece atividades gratuitas voltadas para a saúde física e mental dos visitantes, reforçando o compromisso do evento com o bem-estar da comunidade.

A exposição de Londrina tem ainda uma programação musical robusta, reunindo grandes nomes da música brasileira, como Zé Neto & Cristiano, Diego & Arnaldo, Luan Santana, Daniel, Luiz Cláudio & Giuliano, Gustavo Mioto, Mari Fernandez, Luan Pereira, Lauana Prado, Simone Mendes, Lorena Cristine, Matheus & Kauan, Ana Castela, Murilo Huff, Menos é Mais, Léo & Raphael e Coleto & Gabriel.

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Além dos shows, a ExpoLondrina oferece diversas atividades e competições. Entre 10 e 13 de abril, ocorre a final do Campeonato Nacional de Montaria em Touros da Ekip Rozeta. As competições de hipismo estão programadas para os dois finais de semana do evento, com o Concurso Estadual de Salto de 4 a 6 de abril e o Nacional entre 10 e 13 de abril. A Expo Sabores, localizada no Pavilhão José Garcia Villar, funciona das 10h às 22h nos dias úteis e das 9h às 23h nos finais de semana, oferecendo uma variedade de experiências gastronômicas.

Serviço 

Local: Parque de Exposições Governador Ney Braga – Londrina (PR)
Data: De 4 a 13 de abril de 2025
Horários: Exposição: das 8h às 22h

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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