AGRONEGÓCIO
Estado supera grandes potências mundiais na produção agrícola, diz USDA
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Se Mato Grosso fosse um país, estaria entre as maiores potências agrícolas globais, ocupando a terceira posição na produção mundial de soja, atrás apenas dos Estados Unidos e do Brasil como um todo. De acordo com a estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2024/25, o estado deve colher aproximadamente 50,89 milhões de toneladas de soja — volume que supera países produtores tradicionais, como Argentina (43,9 milhões de toneladas) e China (20,3 milhões).
Além de consolidar sua liderança nacional na oleaginosa, Mato Grosso mantém papel estratégico no cenário internacional ao produzir também 50,38 milhões de toneladas de milho e 6,71 milhões de toneladas de algodão (considerando caroço e pluma). Esses números representam cerca de 4% da produção mundial de milho e 10% da produção global de algodão, impulsionando o Brasil ao sexto lugar na produção mundial de milho e ao quinto no algodão.
O total estimado para a safra 2024/25 supera 104 milhões de toneladas entre essas três commodities, reforçando a força do estado no agronegócio. “Esses números são resultado do esforço conjunto dos produtores, investimentos em tecnologia, inovação e infraestrutura”, destaca César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso. Ele ressalta que “Mato Grosso não é apenas um celeiro do Brasil, é uma referência internacional de produtividade, eficiência e sustentabilidade”.
Além dos dados produtivos, o estado investe intensamente em infraestrutura para escoar essa produção, com programas robustos de asfaltamento e logística, que têm atraído investimentos públicos e privados. Segundo especialistas, o desempenho de Mato Grosso reflete um modelo que alia aumento da produtividade à preservação ambiental, já que o estado preserva cerca de 64% de seu território, percentual muito acima da média brasileira e superior ao de grandes potências agrícolas como os Estados Unidos.
O crescimento da produção em Mato Grosso tem impacto direto na economia regional e nacional, gerando empregos, movimentando o comércio, atraindo investimentos e impulsionando as exportações brasileiras, que têm no agronegócio seu principal pilar. O estado contribui decisivamente para a segurança alimentar global, especialmente em um momento em que o aumento da demanda por alimentos exige maior produtividade aliada à sustentabilidade.
Analistas do setor reforçam que o avanço do agronegócio mato-grossense é um case de sucesso que alia tecnologia, capacitação técnica, pesquisa e políticas públicas alinhadas. O desafio, segundo especialistas, é manter esse ritmo sustentável frente às pressões ambientais, regulatórias e de mercado, além de ampliar a logística para garantir competitividade internacional.
Com um protagonismo consolidado, Mato Grosso projeta crescimento para a próxima década, mirando o desafio de ampliar produção e ao mesmo tempo fortalecer práticas agrícolas responsáveis, atendendo a demandas internas e externas por alimentos de qualidade e sustentabilidade.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro
O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.
Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.
A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.
Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.
À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.
A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.
Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.
Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.
Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
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