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Enchentes: R$ 5 bilhões foi o prejuízo do agronegócio gaúcho, diz CNM

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As enchentes de maio no Rio Grande do Sul causaram um prejuízo de R$ 5 bilhões ao setor agropecuário do Rio Grande do Sul, segundo relatório da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgado nesta quarta-feira (24.07).

Desse total, a agricultura sofreu perdas de R$ 4,5 bilhões, enquanto a pecuária registrou R$ 514,7 milhões em danos. Esses valores representam 39% do total de prejuízos das enchentes, que somaram R$ 12,8 bilhões.

As chuvas afetaram 4,3 milhões de pessoas, resultando em 182 mortes, 31 desaparecidos, 98,5 mil desabrigados e 701,1 mil desalojados.

Além do agronegócio, o setor habitacional também enfrentou grandes dificuldades, representando 36,7% dos danos, com R$ 4,7 bilhões em perdas e 112,3 mil unidades habitacionais danificadas ou destruídas.

Dos 478 municípios afetados, apenas 176 forneceram detalhes completos dos danos, sugerindo que os prejuízos reais podem ser ainda maiores. A CNM ressalta que os dados preliminares indicam uma situação crítica, especialmente para o agronegócio, que é vital para a economia da região.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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