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Embrapa comemora 50 anos e terá estande na ExpoLondrina em abril

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) celebra, em 2025, cinco décadas de dedicação à inovação e ao desenvolvimento da agropecuária brasileira. Fundada em abril de 1973, a Embrapa emergiu com a missão de transformar a agricultura nacional por meio da ciência e tecnologia, consolidando-se como um pilar fundamental para o agronegócio do país.

Nos anos 1970, o Brasil enfrentava desafios significativos no setor agrícola, incluindo baixa produtividade e dependência de tecnologias estrangeiras inadequadas às condições tropicais do país. Diante desse cenário, a Embrapa foi criada para desenvolver soluções adaptadas às particularidades brasileiras, promovendo a autossuficiência e a competitividade no mercado global. Lideranças visionárias, como Eliseu Roberto de Andrade Alves e Alysson Paolinelli, foram cruciais nesse processo, estabelecendo as bases para uma revolução no campo brasileiro.

Ao longo de sua trajetória, a Embrapa alcançou marcos expressivos:

  • Tropicalização do Cerrado (1973-1983): Transformou solos inférteis do Cerrado em terras produtivas, possibilitando a expansão agrícola nessa região.

  • Fixação Biológica de Nitrogênio na Soja (1983-1993): Desenvolveu técnicas que eliminaram a necessidade de adubos nitrogenados na cultura da soja, resultando em economias significativas para os produtores.

  • Zoneamento Agrícola (1993-2003): Implementou mapeamentos que orientam os agricultores sobre as melhores épocas e locais para plantio, minimizando riscos climáticos.

  • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (2003-2013): Promoveu sistemas produtivos sustentáveis que combinam agricultura, pecuária e florestas, otimizando o uso da terra e preservando recursos naturais.

  • Avanço dos Bioinsumos (2013-2023): Incentivou o uso de insumos biológicos, reduzindo a dependência de produtos químicos e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.

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As inovações da Embrapa proporcionaram aos agricultores brasileiros acesso a tecnologias adaptadas às condições locais, resultando em aumento de produtividade, redução de custos e práticas mais sustentáveis. A instituição também desempenhou papel vital na capacitação de produtores, disseminando conhecimentos que elevaram a qualidade e a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.

A Embrapa Soja, unidade localizada em Londrina (PR), comemora em 2025 seu 50º aniversário. Desde sua fundação em 16 de abril de 1975, a unidade tem sido essencial no desenvolvimento da cultura da soja no Brasil, adaptando-a às condições tropicais e contribuindo para que o país se tornasse líder mundial na produção desse grão. Ao longo de sua trajetória, a Embrapa Soja desenvolveu mais de 440 cultivares e implementou sistemas de produção sustentáveis, abrangendo desde o manejo do solo até o controle de pragas e doenças.

ExpoLondrina – Antecipando as celebrações oficiais, a Embrapa Soja marcará presença na ExpoLondrina 2025, que ocorrerá de 4 a 13 de abril no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). Os visitantes terão a oportunidade de conhecer a evolução da soja no Brasil por meio de uma exposição de 16 cultivares históricas, representativas de diferentes épocas.

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Além disso, serão abordadas novas tecnologias na agricultura, com ênfase em genética, manejo do solo, conservação e coinoculação em soja. Um painel técnico sobre biotecnologia está programado para o dia 10 de abril, no Pavilhão SmartAgro, proporcionando debates enriquecedores sobre os desafios e inovações na sojicultura.

A trajetória da Embrapa é um testemunho do poder transformador da pesquisa e inovação na agricultura. Ao celebrar seus 50 anos, a instituição reafirma seu compromisso com o futuro do agronegócio brasileiro, buscando soluções que equilibrem produtividade e sustentabilidade, e mantendo-se como referência mundial em ciência agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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