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“Efeito janeiro” não afetou o mercado do boi gordo

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No mercado agropecuário, o início do ano geralmente traz uma redução na demanda e nos preços da carne bovina, conhecido como “efeito janeiro”. Mas nestes primeiros dias de 2024, impulsionada pelas exportações, a cotação do boi gordo se manteve estável.

Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado ao Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), o preço da arroba do boi gordo fechou em R$ 251,10 no dia 18, apresentando uma pequena variação negativa de 0,48% desde o início do mês.

Esses valores se mantêm firmes em estados como Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com possibilidade de aumentos devido à demanda constante, principalmente por animais que atendem aos padrões exigidos pelo mercado chinês.

Nas exportações, o Brasil mostrou um desempenho notável no comércio de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada. Em janeiro, o país arrecadou US$ 393,183 milhões em 9 dias úteis, com uma média diária de US$ 43,709 milhões.

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O total exportado foi de 86,833 mil toneladas, com uma média diária de 9,648 mil toneladas. Comparado a janeiro de 2023, houve um aumento de 23,9% no valor médio diário e de 32,5% na quantidade média diária exportada, apesar de uma queda de 6,5% no preço médio. Esses dados foram fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior.

Confira os preços atuais da arroba bovina nas principais regiões do Brasil:

  • São Paulo (Capital): R$ 250,00
  • Goiás (Goiânia): R$ 235,00
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 250,00
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 235,00
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 214,00

No setor atacadista, entretanto, os preços da carne bovina apresentaram queda. Segundo Iglesias, especialista do setor, há uma tendência de redução nos preços, especialmente nos cortes traseiros bovinos. Os consumidores estão optando por proteínas mais em conta, como a carne de frango, embutidos e ovos. Na última quinta-feira (18.01), o quarto traseiro bovino foi vendido a R$ 18,70 por quilo.

Fonte: Pensar Agro

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Governo bloqueia R$ 518 milhões do Seguro Rural antes do novo Plano Safra

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O governo federal retirou R$ 56,3 milhões adicionais do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com o bloqueio de R$ 461,7 milhões efetuado em 9 de junho, o total retido pelo Executivo alcança R$ 518 milhões — mais da metade do orçamento previsto para 2026. A medida tensiona as negociações a sete dias do lançamento do Plano Safra 2026/27, marcado para 1º de julho.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contestou os cortes. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, afirmou que a retenção reduz a proteção financeira do produtor e desconsidera o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Segundo a entidade, os sucessivos bloqueios evidenciam a falta de prioridade do governo para a resiliência do campo e o descumprimento de expectativas de aporte para o seguro.

O seguro rural atua como o principal mecanismo de transferência de risco para o agricultor. Com a redução da subvenção, o mercado projeta encarecimento das apólices e restrição na oferta de cobertura. Pequenos e médios produtores, dependentes do subsídio estatal para obter financiamento bancário, devem ser os mais afetados pela medida.

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O Ministério da Agricultura (Mapa) justificou o contingenciamento como exigência das metas fiscais definidas pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), admitindo que a disponibilidade de recursos reduz o alcance do programa para o novo ciclo agrícola.

A oposição ao bloqueio se concentra na tentativa de blindar o orçamento do setor. A FPA pressiona pela votação do projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que proíbe o contingenciamento do PSR. O tema será o principal ponto de embate durante o anúncio do Plano Safra na próxima semana, quando o setor cobrará medidas de recomposição para garantir a viabilidade dos investimentos para a safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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