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Desafios de custos e crédito freiam investimentos na soja

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O mercado da soja em Mato Grosso passa por um período de cautela, reflexo das margens apertadas, juros elevados e incertezas no cenário econômico. Na última semana, a oleaginosa foi cotada, em média, a R$ 118,72 por saca, resultado que representa uma queda de quase 11% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Esse recuo é atribuído ao recorde de produção no estado, à intensificação da concorrência internacional e às pressões externas, como as disputas comerciais entre China e Estados Unidos.​

Mesmo com o avanço do plantio nas principais regiões produtoras e boas perspectivas para o início da safra 2025/26, produtores têm demonstrado postura conservadora diante das condições de mercado.

O ritmo dos trabalhos está acima da média para o período e favorece a segunda safra, porém a tomada de crédito para novos investimentos segue restrita. Bancos e financeiras adotam critérios mais rigorosos para concessão de recursos, uma vez que os custos de produção mais altos e dólar mais baixo pressionam ainda mais as margens.​

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Apesar do ambiente de retração, alguns fatores mantêm o otimismo no setor. A demanda chinesa tem sustentado os prêmios nos portos e o farelo de soja apresentou alta na última semana, impulsionado pelo mercado internacional. Ao mesmo tempo, o processo de conversão de pastagens degradadas avança em ritmo moderado, priorizando áreas estratégicas já financiadas em anos anteriores. O cenário, portanto, é de planejamento conservador, foco na sustentabilidade e avaliação criteriosa antes de qualquer ampliação de área ou modernização de infraestrutura.​

Fonte: Pensar Agro

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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