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Deputados propõem suspensão do pagamento de financiamentos rurais

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Desde outubro de 2023, Roraima enfrenta sucessivos períodos de estiagem que têm causado impactos significativos na economia local. A primeira seca prolongada ocorreu até abril de 2024, seguida por uma nova estiagem iniciada no final de julho do mesmo ano.

Esses eventos climáticos adversos resultaram na redução drástica dos níveis dos rios, incluindo o Rio Branco, que registrou uma das maiores secas de sua história. Em junho de 2024, o nível do Rio Branco estava em 6,38 metros, significativamente abaixo da média histórica de 10,28 metros registrada em junho de 2011.

A economia de Roraima, fortemente dependente da agropecuária e da pesca, sofreu prejuízos consideráveis devido à escassez hídrica. A redução dos níveis dos rios afetou a navegabilidade e o abastecimento de água para irrigação, comprometendo a produção agrícola e a subsistência de comunidades ribeirinhas.

Além disso, a estiagem contribuiu para o aumento dos focos de queimadas, intensificando os danos ambientais e econômicos. No primeiro trimestre de 2024, Roraima registrou 40% dos focos de incêndio no país, totalizando mais de 4 mil queimadas detectadas na região.

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Em resposta a essa crise, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4142/24, que propõe a suspensão, por 36 meses, do pagamento de financiamentos e empréstimos contratados por produtores rurais afetados por condições climáticas adversas em Roraima.

A medida visa oferecer alívio financeiro aos agricultores, permitindo a reestruturação das atividades produtivas sem o ônus imediato das dívidas. Os valores suspensos seriam quitados em três parcelas anuais, iniciando 12 meses após o término da suspensão.

A aprovação deste projeto é considerada crucial para a recuperação econômica do estado, proporcionando suporte necessário aos produtores rurais para enfrentarem os desafios impostos pelas adversidades climáticas e contribuindo para a estabilidade econômica e social de Roraima.

Fonte: Pensar Agro

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Comissão aprova proteção a crédito rural em áreas sob demarcação indígena

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que impede a imposição de restrições administrativas, técnicas ou cadastrais a produtores rurais que ocupam áreas em processo de demarcação de terras indígenas.

A proposta busca evitar que a simples inclusão de um imóvel em procedimentos demarcatórios impeça o acesso a crédito rural, seguro agrícola e outras políticas públicas antes da conclusão definitiva do processo.

O texto aprovado altera a Lei do Marco Temporal e estabelece que as restrições somente poderão ser aplicadas após a conclusão da demarcação e o pagamento das indenizações devidas aos ocupantes. Na avaliação dos parlamentares que defendem a proposta, a medida busca garantir segurança jurídica aos produtores enquanto o processo administrativo ainda estiver em andamento.

O projeto original é de autoria do deputado Rodolfo Nogueira, mas foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Além de manter a proteção ao acesso dos produtores às políticas públicas, Lupion ampliou o alcance da proposta ao incluir, de forma expressa, o direito à indenização pela terra nua. Atualmente, a legislação assegura o pagamento apenas pelas benfeitorias realizadas de boa-fé em áreas posteriormente reconhecidas como terras indígenas.

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Segundo o relator, a proposta não interfere nos processos de demarcação conduzidos pelo poder público nem altera os direitos dos povos indígenas previstos na Constituição. O objetivo, afirmou, é impedir que produtores sofram restrições antes da conclusão do procedimento administrativo e da definição sobre eventual desocupação da área.

“A simples inserção de imóvel rural em cadastro vinculado a procedimento demarcatório, sem decisão final e sem indenização, não pode resultar, por via reflexa, na inviabilização da atividade produtiva”, afirmou Pedro Lupion durante a votação.

Na justificativa do projeto, os parlamentares argumentam que produtores incluídos em áreas sob estudo para demarcação têm enfrentado dificuldades para contratar financiamentos, renovar operações de crédito, acessar seguros rurais e participar de programas oficiais, mesmo quando continuam exercendo regularmente a posse da propriedade.

Se a proposta avançar nas próximas etapas da tramitação, bancos, cooperativas de crédito, seguradoras e demais órgãos públicos não poderão impor restrições apenas em razão da existência de um processo de demarcação ainda não concluído.

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O texto seguirá agora para análise das comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado caso seja aprovado nas comissões e não haja recurso para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

A iniciativa integra um conjunto de propostas defendidas pela bancada do agronegócio para ampliar a segurança jurídica no campo e reduzir os impactos administrativos enfrentados por produtores rurais durante processos de regularização fundiária envolvendo terras indígenas.

Fonte: Pensar Agro

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