AGRONEGÓCIO
Congresso de aviação agrícola começa terça em Santo Antônio de Leverger
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O município de Santo Antônio de Leverger, a apenas 30 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, recebe, a partir da próxima terça-feira (19.08), o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (AvAg 2025), um dos maiores encontros do setor no mundo.
O evento, que será realizado no Aeroporto Executivo, terá entrada gratuita para o público, mediante inscrição prévia pelo site oficial, e reunirá palestras técnicas, demonstrações aéreas, mostra de tecnologias e a presença dos principais representantes da cadeia aeroagrícola nacional.
A estrutura começou a ser montada há semanas e inclui pavilhões de exposição, auditórios para debates, salas de reuniões e áreas abertas para as apresentações práticas. Ao longo dos três dias, os visitantes poderão acompanhar de perto as novidades em equipamentos, serviços e soluções para a aviação rural — segmento que responde por operações em mais de 100 milhões de hectares no país.
A abertura oficial está programada para a noite de terça-feira (19), mas a movimentação já terá início à tarde, com o painel “Um olhar para o futuro: os impactos das taxações americanas no setor aeroagrícola do Brasil”. Em seguida, o público poderá acompanhar a palestra sobre nanotecnologia aplicada à agricultura e o painel de inovações tecnológicas, além da apresentação sobre o mercado global de drones, tema em ascensão no campo.
Além da programação de palestras e debates, o Congresso AvAg terá todos os dias demonstrações aéreas a partir das 15 horas, simulando aplicações em lavouras e operações de combate a incêndios florestais. O encerramento das apresentações práticas será marcado por um show de acrobacias aéreas, no dia 21, às 16 horas, prometendo atrair a atenção do público.
No segundo dia (20), os destaques serão o Congresso Científico da Aviação Agrícola, que reunirá trabalhos acadêmicos e pesquisas aplicadas ao setor, e o Workshop Segurança de Voo, programado para as 18 horas. Mais tarde, às 20 horas, haverá a palestra “Inovações, Benefícios e Práticas no Campo”, seguida do primeiro leilão oficial da aviação agrícola brasileira, novidade desta edição. A arrecadação será destinada ao Fundo de Defesa da Aviação Agrícola Brasileira, iniciativa que busca fortalecer a representatividade do setor e ampliar ações de comunicação com a sociedade.
O último dia (21) terá como atração central a palestra motivacional do ex-jogador Neto Zampier, sobrevivente do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense, em 2016. O atleta vai compartilhar sua experiência de superação, resiliência e propósito de vida, em uma mensagem alinhada aos desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da aviação rural.
Com o tema “Um olhar para o futuro”, a edição de 2025 deve repetir ou até superar os números alcançados no ano passado, quando o Congresso recebeu cerca de 4.800 visitantes, contou com 224 marcas expositoras e movimentou mais de R$ 250 milhões em negócios. A expectativa é de que o público seja ainda maior desta vez, especialmente diante da crescente demanda por soluções em agricultura de precisão, sustentabilidade e segurança operacional.
O Brasil possui atualmente a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, com aproximadamente 2,5 mil aviões em atividade. Em 2024, o setor movimentou R$ 8 bilhões e, segundo projeções, esse valor deve crescer até 25% até 2027, impulsionado pelo avanço da tecnologia embarcada, pela expansão do manejo ambiental e pela necessidade de operações mais rápidas no combate a incêndios. Mato Grosso lidera em número de aeronaves e área atendida, consolidando-se como polo estratégico da aviação agrícola brasileira.
Entre os atrativos da mostra de tecnologias deste ano estarão aeronaves de última geração, sistemas de pulverização de alta precisão, softwares de monitoramento remoto e drones de uso agrícola em escala comercial. Também estarão presentes empresas de serviços especializados em segurança de voo, manutenção, capacitação de pilotos e soluções ambientais.
Para os organizadores, o Congresso AvAg 2025 é mais do que uma vitrine de inovações: é uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre produtores, empresários, pesquisadores e autoridades regulatórias. A aviação agrícola, frequentemente associada apenas à aplicação de defensivos, desempenha também papel estratégico no controle de incêndios, na semeadura e até em projetos de reflorestamento — áreas que estarão em evidência nos debates desta edição.
📌 Serviço:
Congresso da Aviação Agrícola do Brasil – AvAg 2025
📍 Local: Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger (MT)
📅 Data: 19 a 21 de agosto de 2025
🎯 Tema: Um Olhar para o Futuro
Fonte: Pensar Agro
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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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