AGRONEGÓCIO
Conab investiu mais de R$ 20 milhões no apoio a 6 mil extrativistas
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As ações de apoio aos extrativistas realizadas por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) beneficiaram mais de 6 mil agricultores e agricultoras familiares. Para isso, foram destinados cerca de R$20 milhões em 2023, o que permitiu que mais de 4 mil toneladas de produtos extrativos fossem subvencionados.
A subvenção foi concedida para dez diferentes produtos amparados em dez estados do país. A intervenção da Conab visa remunerar a atividade, garantindo preços justos pagos quando da comercialização dos produtos extrativos. A PGPM-Bio contribui ainda com a permanência das famílias de forma digna nos diversos biomas e com o uso sustentável dos recursos naturais.
No sentido de ampliar cada vez mais o acesso das famílias extrativistas à Política, expandindo as operações da estatal, a Conab realizou oficina de planejamento e capacitação com 40 pontos focais, representantes das 18 unidades da Federação que mais executaram a Política nos últimos anos. O encontro foi uma oportunidade para discutir o funcionamento da PGPM-Bio, bem como buscar junto aos técnicos conhecer os principais desafios a serem superados para o aprimoramento da Política em cada unidade.
Também foram realizadas oficinas de orientação com participação dos extrativistas e suas representações, associações e cooperativas, instituições parceiras de pesquisa e assistência técnica e extensão rural, sindicatos de trabalhadores rurais, em 14 unidades federativas, abrangendo os 17 produtos contemplados na PGPM-Bio.
A Conab atualizou todos os custos de produção e para os produtos açaí, borracha natural, castanha-do-brasil, macaúba e mangaba, os técnicos da Companhia visitaram as regiões produtoras para uma atualização in loco. Os encontros ocorreram no Pará, Acre, Amazonas, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, e contaram com as presenças não apenas dos extrativistas como também dos demais agentes que compõem a cadeia dos produtos analisados.
Executada desde 2009, a PGPM-Bio possibilita ao extrativista receber um bônus, por meio de subvenção direta, quando comprovada a venda do produto por preço inferior ao mínimo fixado pelo governo federal. Atualmente, a Política oferece subvenção a 17 produtos extrativos.
Outras ações de apoio à produção – Além da subvenção por meio da PGPM-Bio, os produtores de borracha natural contaram com a realização de leilões para apoio ao escoamento da produção. Foram lançados nove avisos com adesão de 7.743 arrematantes (individuais e cooperativas) no valor total de mais de R$68 milhões. As operações foram voltadas aos produtores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Com a assessoria da Conab
Fonte: Pensar Agro
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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro
A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.
O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.
O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.
Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.
Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.
No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.
O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.
O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.
Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.
Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.
Fonte: Pensar Agro
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