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CITROS/CEPEA: Na parcial da safra 22/23, embarques de suco aos EUA crescem 60%

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Cepea, 18/11/2022 – As exportações brasileiras de suco de laranja estão crescendo nesta atual temporada 2022/23 (de julho/22 a outubro/22), e esse aumento se deve especialmente aos maiores envios aos Estados Unidos. Segundo dados da Secex, na parcial da safra 2022/23 (de julho/22 a outubro/22), o volume embarcado ao país norte-americano aumentou significativos 58% frente ao mesmo período de 2021/22, totalizando 112,5 mil toneladas. A receita somou US$ 221,8 milhões, expressiva alta de 91% na mesma comparação. Pesquisadores do Cepea indicam que a maior demanda norte-americana por suco está atrelada à intensa redução na produção de laranja na Flórida, em decorrência do greening e dos recentes entraves climáticos (furacão) no estado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Produção deve atingir 4 milhões de toneladas e recorde nas exportações

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O Brasil deve consolidar em 2025/26 uma produção de algodão próxima de 4 milhões de toneladas, segundo nova revisão da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), reforçando a posição do país entre os maiores fornecedores globais da pluma e ampliando a dependência do mercado externo para absorção do excedente.

O volume projetado reflete um avanço da produtividade, especialmente em Mato Grosso — responsável pela maior parte da produção nacional — e na Bahia, com o ciclo favorecido por condições climáticas mais regulares. O país mantém uma área cultivada estimada em pouco mais de 1,6 milhão de hectares, concentrada em sistemas de segunda safra integrados à soja e ao milho.

Do total produzido, mais de 70% do algodão brasileiro é destinado ao mercado externo, o que transforma as exportações no principal eixo de sustentação da cadeia. Em 2026, os embarques devem superar 3,3 milhões de toneladas, o que coloca o país novamente entre os líderes mundiais ao lado de Estados Unidos e Austrália.

A receita gerada pelo setor acompanha o ritmo do volume exportado e das cotações internacionais. Nos últimos ciclos, o algodão brasileiro tem movimentado algo próximo de US$ 6 bilhões a US$ 8 bilhões por ano em exportações, variando conforme preço da pluma e custo logístico. O desempenho reforça o peso do produto na balança comercial do agronegócio, especialmente em momentos de demanda aquecida pela indústria têxtil asiática.

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A Anea também revisou para cima as projeções de safra para o ciclo seguinte, agora estimado em 3,96 milhões de toneladas em 2026/27. A entidade atribui o ajuste à combinação de preços ainda atrativos no mercado internacional e estabilidade relativa nos custos de produção, sobretudo fertilizantes, que vinham pressionando margens em anos anteriores.

Para o médio prazo, o setor projeta manutenção de patamares elevados de exportação, com volumes acima de 3 milhões de toneladas anuais, sustentados pela competitividade do algodão brasileiro em produtividade e escala.

Se confirmados os números, o país deve repetir um dos maiores ciclos da história recente do algodão, com forte dependência do comércio externo e crescente centralidade de Mato Grosso na formação da oferta nacional.

Fonte: Pensar Agro

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