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Chuvas começam a se regularizar no Brasil, diz Inmet
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Nos próximos dias, várias regiões do Brasil, incluindo estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Pará, devem receber chuvas, embora de forma irregular, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O Brasil central tem previsão até de temporais em cidades como Cuiabá, Brasília e Anápolis, acompanhados de ventos fortes e trovoadas.
As chuvas seguem concentradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e partes de Mato Grosso do Sul, embora ainda de forma irregular nas regiões centrais e principais áreas produtoras de grãos. Essa variabilidade climática representa um grande desafio para os agricultores, que precisam estar atentos às mudanças e adaptar suas práticas para garantir a produtividade das lavouras.
No Norte e Nordeste, as chuvas começam a ganhar força, especialmente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), trazendo esperanças de regularidade a partir desta segunda quinzena de outubro, essencial para o desenvolvimento das safras agrícolas. Entre as áreas com maior expectativa de chuva estão o Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Rondônia e Pará.
Regiões como o sul, norte, leste, noroeste e centro de Goiás, além do nordeste e centro-sul de Mato Grosso, também que enfrentaram seca têm previsões de chuvas. O leste, centro-norte e pantanais de Mato Grosso do Sul, assim como São José do Rio Preto, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Ribeirão Preto e Araçatuba, também devem se preparar para chuvas intensas, segundo os meteorologistas.
No norte de Mato Grosso do Sul, cidades do centro e sul do Pará e na costa leste do Nordeste, a previsão é de chuvas, porém com menor intensidade. O oeste do Nordeste, incluindo centro e sul do Maranhão até o oeste da Bahia, também deve se preparar para chuvas.
Fonte: Pensar Agro
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Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo
Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.
Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.
A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.
Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.
Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.
Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados, que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.
Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.
Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.
A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.
O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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