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CENOURA/CEPEA: Preço da cenoura bate novo recorde

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Cepea, 15/3/2022 – Os preços da cenoura subiram novamente em São Gotardo (MG) nos últimos dias, renovando a máxima real da série histórica do Hortifruti/Cepea, iniciada em 2008. Entre 7 e 11 de março, a caixa de 29 kg da “suja” foi comercializada a R$ 140,00, em média, novo recorde real da série e aumento de significativos 17,9% frente à semana anterior. Segundo pesquisadores do Hortifruti/Cepea, as cotações têm sido impulsionadas pela baixa oferta da raiz em todo o País, reflexo das condições climáticas desfavoráveis, com chuvas em excesso favorecendo a incidência de nematoides e mela. Mesmo assim, as cenouras disponíveis têm sido comercializadas. Alguns dos produtores consultados pelo Hortifruti/Cepea estão plantando a variedade de inverno antes do tempo (a atividade geralmente ocorre em abril), na tentativa de atenuar os problemas com nematoides, alegando que as variedades de inverno são mais resistentes. A maioria dos produtores consultados, inclusive, demonstrou intenção de aumentar as áreas de plantio. Para as próximas semanas, os preços devem se sustentar ou até mesmo seguir em elevação, caso as previsões de chuvas se confirmem, o que pode dificultar a colheita e limitar a oferta. Fonte: Cepea/Hortifruti – www.hfbrasil.org.br

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Fonte: CEPEA

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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