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Calor excessivo atrasa plantio da soja e faz produtores desistirem do milho safrinha

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Mato Grosso, o maior produtor de soja do país, está enfrentando atrasos no plantio devido às condições climáticas irregulares. Essa situação está pressionando a janela de tempo para o plantio do milho segunda safra, forçando os agricultores a reformular suas estratégias.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o momento, apenas 91,82% da área prevista para a soja foi semeada. Isso representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, que estava em 96,17%, e também abaixo da média histórica, que é de 95,51%.

As chuvas irregulares na região estão impactando negativamente o rendimento previsto da safra. A Aproclima destaca que o fenômeno El Niño reduziu significativamente os níveis de chuva em todo o CentroOeste, somado às altas temperaturas, o que diminui o potencial produtivo da soja e pode impactar a produção, além de reduzir a área de plantio do milho.

Esse atraso na semeadura da soja está afetando diretamente o início do plantio do milho safrinha, que normalmente começa em janeiro levando os produtores a desistir do milho safrinha.

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O Imea já está considerando esse atraso na safra de soja ao prever uma redução na área plantada com milho em Mato Grosso. A projeção indica uma diminuição de 1,08% em relação à estimativa anterior, e uma retração de 3,86% comparada à safra anterior.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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