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BOI/CEPEA: Vantagem do boi sobre a carne se amplia

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Cepea, 10/02/2022 – Enquanto as exportações brasileiras de carne bovina apresentam forte desempenho nestas primeiras semanas do ano – e sustentam os preços da arroba do animal para abate –, as vendas da proteína no mercado doméstico estão enfraquecidas, devido ao alto patamar da carne e ao baixo poder de compra da maior parte da população, o que acaba limitando os avanços dos valores. Dados do Cepea mostram que, diante disso, a diferença entre os valores médios da arroba do boi gordo para abate e da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo vem se ampliando desde novembro do ano passado. Agora em fevereiro, a diferença já é a maior desde julho de 2016. Na parcial deste mês (até o dia 8), enquanto o valor médio à vista da arroba do boi gordo (Indicador CEPEA/B3, estado de São Paulo) está em R$ 336,03, o da carcaça casada do boi (Grande São Paulo) está em R$ 317,40, ou seja, diferença de 18,63 Reais/@. Em julho de 2016, a diferença foi de 24,36 Reais/@ – para esses cálculos, foram consideradas as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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