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AGRONEGÓCIO

Balança comercial fecha novembro com superávit de quase R$ 43 bilhões

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A balança comercial brasileira registrou superávit de cerca de R$ 42,94 bilhões em novembro. Conforme os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O saldo positivo foi alcançado com exportações de aproximadamente R$ 135,18 bilhões e importações de cerca de R$ 92,24 bilhões.

Na quinta semana de novembro (dias 27 a 30), houve um superávit de aproximadamente R$ 4,72 bilhões com vendas de cerca de R$ 21,96 bilhões e compras de aproximadamente R$ 17,24 bilhões. No acumulado do ano até novembro, a balança comercial apresenta um superávit de aproximadamente R$ 435,77 bilhões, com exportações de cerca de R$ 1,51 trilhão e importações de aproximadamente R$ 1,08 trilhão.

O resultado para o mês de novembro ficou um pouco abaixo da mediana das expectativas do Projeções Broadcast, que indicava um superávit comercial de cerca de R$ 44,93 bilhões no mês. As projeções variavam de R$ 40,21 bilhões a R$ 48,8 bilhões.

A média diária das exportações teve um aumento em novembro de 0,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, com crescimento de cerca de R$ 268,94 milhões (22,3%) no setor Agropecuário, um avanço de aproximadamente R$ 54,87 milhões (3,2%) na Indústria Extrativa, e uma redução de cerca de R$ 269,74 milhões (-7,2%) nos produtos da Indústria de Transformação.

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Já a média diária das importações diminuiu 11,2%, com uma queda de cerca de R$ 13,81 milhões (-13,8%) no setor Agropecuário, um declínio de aproximadamente R$ 114,21 milhões (-28,4%) na Indústria Extrativa, e uma redução de cerca de R$ 425,25 milhões (-9,1%) nos produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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