AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT promove palestras técnicas para alunos do curso de Agrocomputação
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Aprosoja-MT promove palestras técnicas para alunos do curso de Agrocomputação
A aula extracurricular foi realizada na sede da entidade nesta quarta-feira (04)
04/05/2022
Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), por meio da gerência de Tecnologia da Informação e Projetos, recebeu nesta quarta-feira (04.05), cerca de 20 alunos do curso de Agrocomputação, da Faculdade de Tecnologia SENAI Mato Grosso, com o objetivo de unir os ensinos teóricos sobre o agro em sala de aula com a prática.
Os gestores das áreas técnicas da Aprosoja-MT fizeram apresentação institucional sobre Sustentabilidade, Política Agrícola, Defesa Agrícola e Tecnologia da Informação e Projetos. Todos voltados para a importância e os impactos do setor do agro e os desafios a serem superados por meio da tecnologia. Também foram apresentados aos estudantes os projetos e ações da entidade.
Para o gerente de Tecnologia da Informação e Projetos da Aprosoja-MT, Renner Esser, fizemos essa parceria com a Fatec com objetivo de promover um dia de imersão aos alunos e mostrar os inúmeros projetos voltados ao agro e conhecer o que já está sendo desenvolvido na área. Também mostramos aos estudantes um panorama geral sobre temas como inovações e panorama das tecnologias mais visadas no cenário do agronegócio brasileiro, para que eles possam desenvolver novas soluções e novos tipos de sistemas voltados para as necessidades do agro”, declarou Esser.
De acordo com o coordenador do curso de Agrocomputação da Fatec, Abraão Nazário, esse é um momento muito importante para os alunos. “Nós, na faculdade, ensinamos ao aluno todo processo produtivo, as tecnologias, produções que são implementadas e ele veem as necessidades de desenvolvimento. E a Aprosoja-MT dentro desse processo do plantio, da colheita mostra o que estão utilizando e quais são os principais problemas e desafios. Quando eles voltam para academia vão criar projetos integradores, pensar em soluções e desenvolver aplicativos mais próximo às demandas do produtor”, declarou o coordenador.
Aluna do curso de Agrocomputação, Alessandra Rubia, disse que gostou muito da aula extracurricular. “Estou gostando bastante e é muito importante para gente do curso de Agrocomputação esse conhecimento adquirido aqui na Aprosoja-MT, porque a gente vê a demanda do mercado agrícola e o que precisamos focar dentro do nosso conteúdo. No futuro, iremos mexer com todas as geotecnologias, programações e essa aula vai nos dar um norte para onde devemos focar”, enfatizou a estudante.
AGRONEGÓCIO
Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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