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Alta no preço dos alimentos é tema de entrevista do programa Mitos & Fatos com presidente da Aprosoja-MT

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Fortalecimento Institucional

Alta no preço dos alimentos é tema de entrevista do programa Mitos & Fatos com presidente da Aprosoja-MT

A entrevista com Fernando Cadore no programa nacional já está disponível nos canais Jovem Pan News e no YouTube do programa

16/05/2022

A alta no preço dos alimentos foi o tema debatido pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, durante o programa Mitos & Fatos da Jovem Pan News desta semana e que foi ao ar na manhã desta segunda-feira (16) nas plataformas da emissora. 
 
Conforme Cadore, diversas questões internas e externas impactaram no custo dos produtos, como a pandemia global do coronavírus, a guerra entre Rússia e Ucrânia, e o movimento especulativo do mercado. No Brasil, pesam também os gargalos nas áreas da logística e produção de fertilizantes.
 
“Houve um crescente aumento da demanda que com o tempo ficou estreita em relação à oferta, além disso, tivemos um reajuste generalizado em toda cadeia de produção agrícola, tanto de máquinas quanto dos combustíveis e, por fim, dos fertilizantes. Paralelamente, vivemos um movimento especulativo, pois a maior parte dos países que fornecem os fertilizantes não são autossuficientes na produção de alimentos. Quem paga a conta por tudo isso não é apenas o produtor, mas a população”. 
 
Como grande parte da produção no país é feita em solo de cerrado, que segundo Cadore é inóspito, os produtores dependem do uso de fertilizantes. Se por um lado a China é o maior importador de soja, na outra ponta, é o maior fornecedor de defensivos. “Com a pandemia, não se sabe se as fábricas pararam ou se a indústria descobriu que cadenciando teria margem maior, a impressão que a gente tem é que esse aumento veio até para compor o poder de compra de produtos como soja, milho e carne”.
 
Cadore explica que quando os efeitos da pandemia estavam começando a se normalizar, a guerra entre Rússia e Ucrânia novamente puxou os preços para cima. A lição que fica, segundo ele, é que o Brasil tem muita tecnologia da porteira para dentro, porém possui alta dependência em todo o restante do processo, o que inclui o uso de tecnologias (máquinas, por exemplo) e a produção de defensivos e fertilizantes. 
 
“Para começar a destravar, o setor produtivo reforçou junto ao Governo e à Câmara Federal a necessidade de se utilizar as reservas minerais que existem em nosso solo, mas, infelizmente, ainda esbarramos em diversas questões, entre elas, na burocratização do licenciamento ambiental que pode levar 10 anos ou mais e que dificulta ou mesmo impede a realização de empreendimentos que resolveriam gargalos na produção e que mais uma vez impactam no consumidor final, o cidadão”. 
 
Brasil versus França – O presidente da Aprosoja-MT explica que a população urbana, por desconhecer a realidade no campo, muitas vezes adere a discursos que distorcem a verdade com argumentos sobre o meio ambiente, mas que visam o protecionismo de mercado de países como a França.
 
“Somos exemplo para o mundo em produção sustentável, daí a importância de mostrar para a população a falácia de tudo que o presidente Macron divulgou: enquanto a França usa 70% território para produção agrícola, Mato Grosso, o maior produtor do país, usa cerca de 10%; mais de 90% da matriz energética francesa é suja (carvão mineral, energia nuclear e gás natural), enquanto no Brasil 90% é limpa (água e combustíveis à base de biovegetais, como etanol)”.
 
Cadore acrescenta que a França não possui Código Florestal, ao passo que o Brasil tem a legislação ambiental mais restritiva do mundo e que impõe proteção de até 80% da propriedade (nas áreas do bioma amazônico). “Não podemos deixar que o cidadão brasileiro continue sendo enganado por narrativas falsas e que prejudicam o próprio país. Outro ponto importante é levar a verdade para a mesa de negociação”.  
 
Maiores desafios do setor – A questão da logística é para o presidente da entidade um dos maiores obstáculos a serem enfrentados. França e Espanha têm juntos a extensão territorial do Estado de Mato Grosso, mas, dispõem de aproximadamente 70 mil km de ferrovias e portos muto próximos, enquanto em Mato Grosso são só 300 km de ferrovias. O eixo estruturante da região Centro-Oeste continua o mesmo da época do Governo Mlitar. 
 
“Temos atualmente um produtor extremamente tecnificado da porteira para dentro, mas, da porteira para fora há muita coisa para ser melhorada. Quero frisar que nossos produtores conseguem enfrentar qualquer adversidade da porteira para dentro, seja seca ou pandemia, mas eles dependem desse empenho dos governos para equacionar os outros problemas”. Cadore termina a entrevista dizendo que: “Quando a agricultura vai bem, quando a pecuária vai bem, a população daquele país vai bem”. 
 
Além dele, também esteve no programa o deputado federal Sérgio Souza, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Assista a entrevista nos canais Jovem Pan News e Mitos & Fatos no YouTube: 
 
Fonte: APROSOJA

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Pesca esportiva em debate em Foz do Iguaçu

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Representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participaram, na última sexta-feira (4), em Foz do Iguaçu (PR), do Simpósio Internacional de Pesca Esportiva, no International Fish Congress & Fish Expo Brasil. Reunindo pescadores esportivos, guias de pesca, representantes do poder público e entidades do setor, o evento abordou as principais demandas e oportunidades relacionadas à atividade.

A coordenadora-geral de Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Lariessa Soares, participou como painelista e moderadora das duas mesas de debate, que trataram da relação entre a pesca esportiva, o turismo e a economia das regiões onde a atividade é realizada. O primeiro painel, “Pesca Esportiva como Vetor de Desenvolvimento Regional”, abordou como a atividade pode movimentar o turismo e gerar oportunidades de trabalho e renda, especialmente por meio dos serviços oferecidos por guias de pesca, da realização de torneios e da presença de visitantes em municípios que recebem pescadores. Participaram da discussão o pescador esportivo Marlon Bambolim, o guia de pesca esportiva e consultor técnico Ricardo Sanches e o representante da Federação Paranaense de Pesca Esportiva, Márcio Freitag.

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Na segunda mesa, “Políticas Públicas para a Pesca Amadora e Esportiva”, os participantes discutiram as necessidades do setor e a relação da pesca esportiva com áreas como turismo e esporte, além dos desafios para o desenvolvimento da atividade. Ao longo do encontro, os participantes destacaram a importância do diálogo entre órgãos públicos, pescadores, profissionais e entidades do setor para identificar as principais necessidades da pesca amadora e esportiva e discutir possíveis caminhos para a atividade.

O simpósio terminou com um debate aberto para reunir as principais contribuições apresentadas durante os painéis, que também serviram para identificar demandas prioritárias do setor. O IFC Brasil 2026 reúne, em Foz do Iguaçu, representantes de diferentes áreas da cadeia do pescado, com programação voltada à troca de experiências e à discussão de temas relacionados à pesca e à aquicultura.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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