AGRONEGÓCIO
Agronegócio brasileiro participa de feira na Alemanha e espera negociar US$ 3,5 bilhões
AGRONEGÓCIO
O Brasil está representado na Anuga 2023, uma renomada feira internacional da indústria de alimentos e bebidas sediada em Colônia, Alemanha, reconhecida como uma das maiores do mundo.
As expectativas são elevadas, com previsões de que empresas brasileiras possam fechar negócios avaliados em cerca de US$ 3,5 bilhões durante o evento, abrangendo acordos imediatos de venda e contratos futuros para o agronegócio.
A feira deste ano, de acordo com os organizadores, reúne mais de 7 mil expositores oriundos de cerca de 100 países. O tema da feira é: abertura e transparência, confiança e parceria, tendências e transformação: No caminho para um sistema alimentar sustentável e justo, a indústria alimentar global está atualmente a passar por mudanças dinâmicas. Sendo a principal feira mundial de alimentos e bebidas, a Anuga reúne a maior comunidade industrial internacional e gera um espírito positivo de otimismo.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que está na Alemanha com uma comitiva, representando o Brasil, enfatiza a Anuga como uma vitrine crucial para exibir a qualidade dos produtos brasileiros, destacando o compromisso com a sustentabilidade. Ele também participou da inauguração do Pavilhão Brasileiro, onde as negociações para ampliação de acordos internacionais, a conquista de novos mercados e a promoção de produtos estão em curso.
O evento conta com a presença de 254 empresas brasileiras, distribuídas em seis pavilhões, organizados pela ApexBrasil, Abiec e ABPA, demonstrando a relevância da indústria alimentícia brasileira no cenário global, conforme destacado pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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