AGRONEGÓCIO
AgroBrasília 2025 aposta em inovação e expansão de negócios
AGRONEGÓCIO
Com expectativa de superar os R$ 5,1 bilhões em negócios movimentados no ano passado, a 16ª edição da AgroBrasília abre suas porteiras na próxima terça-feira (20.05), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, em Brasília. O evento, que vai até o dia 24, cresce em espaço, atratividade e discurso: além de um novo ambiente voltado à tecnologia, traz também um concurso de histórias reais do agro e a presença confirmada de 55 novos expositores.
Rebatizado de Aitec — Ambiente de Inovação e Tecnologia — o antigo pavilhão de inovação foi expandido para 1.200 m². Mais do que uma mudança de nome, o novo espaço representa o reposicionamento estratégico da feira diante dos desafios digitais e ambientais do agronegócio. Ali, empresas, pesquisadores e startups discutirão temas como sustentabilidade, produtividade e transformação digital no campo.
Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a feira atrai ano após ano um público fiel e crescente. Em 2024, foram mais de 174 mil visitantes e 592 expositores — um recorde de presença e de geração de negócios, com alta de 6,2% em relação ao ano anterior. Para 2025, a organização aposta na manutenção desse ritmo de crescimento, podendo superar 180 mil visitantes. Estima-se que pelo menos 85% dos expositores veteranos retornem, somados aos estreantes já confirmados.
Além da tradicional vitrine de máquinas agrícolas, tecnologias e serviços, a programação de 2025 inclui uma competição de vídeos que celebra histórias do agronegócio brasileiro. Com premiação de R$ 3 mil por categoria, o concurso busca reconhecer trajetórias de trabalhadores, pesquisadoras, empreendedores e famílias que transformam o país a partir do campo.
Serviço
- Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio
- Horário: 8h30 às 18h
- Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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