CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

ADI que questiona Lei 12.709/24 de Mato Grosso vai para a AGU

Publicado em

AGRONEGÓCIO

O Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou nesta segunda-feira (10.02) à Advocacia-Geral da União (AGU) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7774, que questiona a Lei Estadual nº 12.709/2024 de Mato Grosso. Essa lei prevê a retirada de benefícios fiscais de empresas que aderem a compromissos ambientais mais restritivos que o Código Florestal, como a Moratória da Soja. O julgamento virtual da ação está programado para ocorrer entre 14 e 21 de fevereiro de 2025, mas com o pedido de vistas pode ser adiado para meados de maio.

A Moratória da Soja é um acordo estabelecido em 2006 entre empresas do agronegócio e organizações não governamentais, visando impedir a comercialização de soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia após 2008. Esse compromisso tem sido fundamental para a redução do desmatamento na região e para a promoção de práticas agrícolas sustentáveis.

A Lei nº 12.709/2024, sancionada pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, em outubro de 2024, estabelece critérios para a concessão de incentivos fiscais e de terrenos públicos para empresas do setor agroindustrial. A norma proíbe a concessão desses benefícios a empresas que participem de acordos que imponham restrições à expansão da atividade agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica.

Leia Também:  Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

Em dezembro de 2024, o ministro Flávio Dino, do STF, concedeu uma liminar suspendendo a aplicação da referida lei, argumentando que ela poderia representar um retrocesso ambiental e violar o princípio da vedação ao retrocesso ambiental previsto na Constituição Federal. A decisão liminar será analisada pelo Plenário do STF durante o julgamento da ADI 7774.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o governo estadual defendem a constitucionalidade da lei, argumentando que acordos como a Moratória da Soja extrapolam as leis brasileiras e ferem garantias fundamentais previstas na Constituição, como a livre iniciativa e o direito ao desenvolvimento econômico regional. Eles sustentam que a legislação estadual busca equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, sem se submeter a compromissos internacionais que não foram incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro.

Por outro lado, partidos políticos como PCdoB, PSOL, PV e Rede, autores da ADI, argumentam que a lei estadual representa um retrocesso nas políticas de preservação ambiental e pode incentivar o desmatamento, contrariando compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área ambiental. Eles destacam que a Moratória da Soja contribuiu significativamente para a redução do desmatamento em municípios monitorados, alcançando uma diminuição de 69% entre 2009 e 2022.

Leia Também:  Mapa abre inscrições para participar da 38ª edição da feira na Índia

O julgamento da ADI 7774 pelo STF é aguardado com grande expectativa, pois sua decisão poderá estabelecer importantes precedentes sobre a relação entre legislações estaduais, compromissos ambientais voluntários e a política nacional de meio ambiente. A definição desse caso terá implicações diretas para o setor agroindustrial e para as políticas de preservação ambiental no Brasil.

É fundamental que o debate considere a importância do agronegócio para a economia brasileira, especialmente em estados como Mato Grosso, que é um dos maiores produtores de soja do país. Ao mesmo tempo, é necessário assegurar que o desenvolvimento econômico ocorra de forma sustentável, respeitando as legislações ambientais vigentes e os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

A decisão do STF deverá buscar um equilíbrio entre esses interesses, garantindo segurança jurídica para as empresas do setor agroindustrial e promovendo a preservação do meio ambiente, em consonância com os princípios constitucionais e os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGÓCIO

3º Prêmio Nacional de Fotografia: acompanhe o cronograma da premiação

Publicados

em

A votação do 3º Prêmio Nacional de Fotografia – Olhares da Aquicultura e termina no dia 30/08. Organizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), para participar os aquicultores (de águas da União) enviaram as fotos no Relatório Anual de Produção (RAP) pelo Sistema Nacional de Autorização de Uso de Águas da União para Fins de Aquicultura (SINAU) 

Cronograma: 

  • Inscrições: até 12 de janeiro de 2026. 
  • Comissão de Avaliação: em até 60 dias úteis após a publicação do edital. 
  • Seleção das fotografias – 1ª etapa: até 12 de junho de 2026. 
  • Divulgação das fotografias selecionadas: até 26 de junho de 2026. 
  • Prazo de recursos: até 3 dias úteis após a divulgação do resultado da seleção. 
  • Votação popular: a 30 de agosto. 
  • Resultado: previsto para até 1º de setembro de 2026. 
  • Cerimônia de premiação: data a ser divulgada. 

Agora é sua vez de participar!  

Leia Também:  SOJA/CEPEA: Volume de chuvas diminui, e colheita avança no BR

As fotografias selecionadas já estão disponíveis para votação. Escolha a imagem que melhor representa a aquicultura brasileira e ajude a definir os vencedores.  

Vote aqui!

Matheus Silveira  

Ministério da Pesca e Aquicultura  

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA