Tangará da Serra sediou, nesta quarta-feira (9), a I Feira de Matemática Inclusiva do Estado de Mato Grosso (I FEMATI), iniciativa inédita que reuniu estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da Educação Especial para compartilhar experiências e práticas pedagógicas voltadas ao ensino da Matemática de forma acessível e inclusiva.
Realizada pela Prefeitura de Tangará da Serra, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Coordenação da Educação Especial e Inclusiva, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática nas Escolas (GEPEME/UNEMAT), a feira teve como lema “Matemática Inclusiva é Matemática para/com TODOS os Estudantes!”.
A primeira edição da FEMATI contou com 110 trabalhos em exposição, desenvolvidos por estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental, APAEs e Salas de Recursos Multifuncionais (AEE). Participaram representantes de Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Porto Estrela, ampliando o intercâmbio de experiências e conhecimentos sobre Educação Matemática Inclusiva entre diferentes municípios mato-grossenses. Durante a feira, os visitantes puderam conhecer atividades que utilizaram jogos matemáticos, materiais estruturados e adaptados, recursos visuais, tecnologias, experiências sensoriais e situações relacionadas ao cotidiano dos estudantes. As experiências apresentadas reforçaram a ideia de que diferentes estratégias podem ser utilizadas para superar barreiras e ampliar as possibilidades de acesso ao conhecimento matemático.
Educação com Amor, Inclusão e Valorização
Durante o evento, o prefeito Vander Masson destacou o compromisso do município em fortalecer a educação inclusiva e parabenizou a dedicação dos professores, gestores e famílias.
“Ver a alegria e a emoção nos olhos de cada aluno e professor ao apresentar esses trabalhos é a nossa maior satisfação. A Iª FEMATI mostra o enorme potencial dos nossos estudantes e reforça que, com carinho, dedicação e métodos adequados, não existem limites para o aprendizado”, declarou o prefeito.
Para contemplar diferentes realidades educacionais, os trabalhos foram organizados em quatro categorias: Matemática Inclusiva na APAE, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Sala de Recursos Multifuncionais (AEE). A APAE concentrou 32 trabalhos; a Educação Infantil, 29; o Ensino Fundamental, 26; e as Salas de Recursos Multifuncionais, 23 projetos. A organização possibilitou apresentar experiências desenvolvidas em diferentes etapas e espaços educacionais, evidenciando a diversidade de estratégias utilizadas para favorecer a aprendizagem.
Comissão avaliadora teve participação de pesquisadores de quatro estados
Outro destaque da FEMATI foi a formação da Comissão Avaliadora, composta por 52 mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da UNEMAT, Campus de Barra do Bugres e profissionais de Goiás, Santa Catarina e Paraná. A comissão analisou aspectos como aprendizagem matemática, criatividade, relevância pedagógica, participação dos estudantes, inclusão e contribuição das experiências para a Educação Matemática Inclusiva.
Vinte trabalhos receberam Menção Honrosa
Como forma de reconhecimento, 20 dos 110 trabalhos apresentados receberam Certificado de Menção Honrosa, sendo cinco projetos selecionados em cada um dos quatro contextos formativos. A organização destacou que a premiação não estabelece uma hierarquia entre os trabalhos. Todos os projetos apresentados possuem importância pedagógica, formativa e social, representando experiências desenvolvidas por estudantes e profissionais da educação. Entre os critérios considerados para a seleção estiveram a articulação do conhecimento matemático, participação dos estudantes, inclusão, criatividade e relevância pedagógica.
Tangará da Serra teve seis trabalhos reconhecidos
O município de Tangará da Serra teve seis trabalhos selecionados para a Menção Honrosa, desenvolvidos em diferentes contextos educacionais: Sala de Recursos e AEE, Ensino Fundamental e APAE. Entre as experiências reconhecidas estão projetos envolvendo raciocínio lógico, aplicativos educacionais, investigação científica, horta sensorial, desenvolvimento do pensamento numérico, álbum de figurinhas e classificação de cores. As iniciativas demonstram a diversidade de estratégias utilizadas pelos profissionais da educação para trabalhar conceitos matemáticos de maneira acessível, envolvendo jogos, tecnologias, experiências sensoriais e situações concretas de aprendizagem.
Além dos resultados apresentados nos estandes, a I FEMATI valorizou o processo de construção das experiências. Os estudantes participaram como protagonistas, compartilhando seus conhecimentos com colegas, professores, pesquisadores, familiares e visitantes. Cada trabalho representou o envolvimento conjunto de estudantes, professores, profissionais da Educação Especial, equipes gestoras e famílias. A realização da primeira edição da FEMATI também fortaleceu a integração entre Educação Especial, Educação Básica, universidade, pesquisa e comunidade escolar. Ao reunir 110 trabalhos de sete municípios e uma comissão avaliadora formada por pesquisadores de diferentes estados, a feira criou um espaço de troca e circulação de conhecimentos. Mais do que um evento acadêmico, a I FEMATI cumpriu um importante papel social: elevar a autoestimadas crianças e jovens, reduzir preconceitos, quebrar barreiras sobre o potencial das pessoas com deficiência e integrar ainda mais as famílias e a comunidade ao ambiente escolar.
Para Tangará da Serra, sediar a primeira Feira de Matemática Inclusiva de Mato Grosso representa ainda o reconhecimento das iniciativas desenvolvidas no município em defesa de uma educação cada vez mais inclusiva. Mais do que apresentar projetos de Matemática, a FEMATI reforçou que a inclusão significa criar condições para que cada aluno possa participar, aprender, produzir conhecimento e ter suas potencialidades reconhecidas. Assim, a gestão, reafirma seu empenho contínuo em investir em iniciativas que promovam a equidade, a inclusão social e o desenvolvimento pleno de todos os seus estudantes.
TEXTO: Elisete Silva Santos
Videos e fotos: Assessoria de Imprensa e Comunicação e Marketing Digital
Na manhã da quarta-feira, 9 de setembro, o auditório Anhanguera foi palco de um evento marcante e aguardado há décadas pela comunidade do Assentamento Antônio Conselheiro. A cerimônia de regularização fundiária contou com a presença de mais de 300 pessoas, entre trabalhadores rurais, técnicos e autoridades locais e estaduais, reunidos para celebrar a entrega de títulos de propriedade que trazem segurança jurídica e novas perspectivas de desenvolvimento para a região.
A mesa de autoridades foi composta pelo prefeito Vander Masson; pelo presidente da Câmara Municipal, Edmilson Porfírio; pela secretária municipal de Assistência Social (SEMAS), Márcia Regina Kiss Siqueira Castro Cardoso; pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), Alceu Luiz Grapeggia; pelo secretário municipal do Meio Ambiente (SEMA), Vinícius Lançone; e pelo Diretor Regional da Unidade Desconcentrada da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMMEA), Jeferson Zucci. Cada autoridade expressou no dispositivo a emoção por presenciar um marco transformador na vida de tantas famílias.
A solenidade contou com a participação especial do Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Mato Grosso, Joel Machado de Azevedo, que liderou uma equipe de técnicos vindos de Cuiabá para viabilizar e formalizar as assinaturas das titulações.
Transformação de vidas e novos horizontes
Para os assentados, a entrega da documentação definitiva da terra não representa apenas a posse legal, mas a conquista de dignidade e a oportunidade de buscar investimentos e financiamentos para impulsionar a produção rural.
O compromisso firmado pela Prefeitura com a agricultura familiar está presente no trabalho do dia a dia, melhorando estradas, levando apoio técnico e valorizando quem produz. Para a gestão, hoje é um dia importante para todos os envolvidos. O documento tem um grande significado, que, ao mesmo tempo marca o fim da luta pela posse da terra, marca também o início de uma grande jornada pela produção com qualidade dos frutos que esta terra dará. Em sua eloquência o Prefeito Vander Masson deixou sua mensagem:
Eu sei que a caminhada até aqui foi longa. Foram anos de luta, de sol, de chuva, de esperança e, muitas vezes, de incerteza. Mas vocês nunca desistiram. Parabéns a cada homem e a cada mulher que transformou este chão em vida e esperança. A terra é de vocês por direito, por justiça e por suor. Muito obrigado e um abraço forte em cada família!”
O agricultor Douglas, morador do lote 665 na Agrovila 32, comemorou os novos planos para a propriedade:
“A expectativa de receber esse título neste momento é de extrema felicidade, saber que posso fazer as coisas lá no sítio, um financiamento, uma linha de crédito. Já estou pensando e até procurei conversar sobre fazer um aviário lá no sítio. Isso deve ser portas abertas. Muito feliz mesmo por receber esse título.”
Com sentimento de dever cumprido após anos de persistência, Antônia Silva de Almeida, de 82 anos, moradora da Agrovila 20 (lote 15/13), ressaltou a conquista coletiva e o sentimento de libertação:
“É o sentimento de vitória, né? Porque são tantos anos de luta e busca da terra. Para mim, os assentados são minha família, todos se cuidam. Com as documentações a gente tem mais liberdade… a gente sai da omissão e fica livre. Entrei na luta com 52 anos e hoje estou com 82. É uma vitória.”
A esperança no progresso econômico e social também foi destacada por Adriano Santos Dias, assentado desde 2015:
“Eu tô aqui desde 2015 no assentamento esperando esse tempo todo. Na verdade é uma gratidão a gente estar conseguindo esse título, porque é um documento que vai servir para várias coisas. Com certeza vai facilitar e mudar a vida de todo mundo para melhor.”
Já Ricardo Rodrigues, assentado desde o início da criação do assentamento (Agrovila 18, lote 347), ressaltou o empenho das autoridades e a importância para a busca de recursos financeiros:
“Conhecendo a realidade desde o começo, hoje é uma felicidade imensa estar recebendo esse título. Para mim é um orgulho e reconheço todo o esforço das autoridades junto com a prefeitura. Um título representa muita coisa para a gente, para investimentos e para a parte financeira, porque podemos buscar recursos diferentes e empréstimos por ter uma garantia melhor.”
INCRA destaca empenho em parcerias e avanço na titulação
Durante sua explanação aos presentes, o superintendente do INCRA em Mato Grosso, Joel Machado de Azevedo, detalhou o empenho da atual gestão em acelerar as entregas e reforçou a importância do apoio dos municípios por meio de programas de cooperação técnica:
“Desde que assumimos a superintendência em 2024, a gente tem feito o máximo possível de titulação. A nossa gestão pensa que quanto mais títulos a gente emitir, mais tempo vai sobrar para trabalharmos por quem ainda não foi titulado. O INCRA de Mato Grosso já teve 700 servidores e hoje temos 130, a equipe é reduzida. Por isso a importância das parcerias, do programa Terra Cidadã, para que as prefeituras nos deem apoio coletando documentação e fazendo vistorias para podermos avançar.”
Organização e suporte técnico
Para garantir a transparência do processo e o atendimento adequado a todos os beneficiários, a equipe técnica montou uma estrutura completa no auditório Anhanguera. Durante as orientações repassadas ao público, a equipe do INCRA detalhou o planejamento logístico e o compromisso de atender a todos, inclusive aqueles com limitações de locomoção. Na fala do Chefe da Divisão de Governança da Terra, Paulo Sergio Garcia, tudo foi planejado em todas as situações:
“A organização aqui foi pensada com mesas numeradas por intervalos de lotes e uma lista de identificação. Quem não conseguir assinar hoje poderá ir ao núcleo na Secretaria de Agricultura, onde as equipes do INCRA estarão à disposição. Para aquelas pessoas que estão acamadas, com problemas de saúde ou internadas, faremos todo o esforço para pegar a assinatura, deslocando até o hospital ou residência, se for o caso, para garantir a segurança jurídica de todos.”
O atendimento aos moradores e as orientações técnicas seguiram ao longo de todo o dia, e a partir do dia 14 de Setembro haverá atendimento na Secretaria de Agricultura. E, assim,o governo municipal vem selando um marco inesquecível de avanço, valorização do homem do campo e desenvolvimento para Tangará da Serra.
Texto: Elisete Silva Santos
Fotos: Assessoria de comunicação e Marketing Digital
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