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POLITÍCA NACIONAL

Sancionado, com vetos, reajuste de custas processuais da Justiça Federal

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A Presidência da República sancionou, na última sexta-feira (4), a Lei 15.498, que atualiza os valores das custas judiciais na Justiça Federal e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cria fundos para financiar e modernizar o sistema judicial.

A norma recebeu quatro vetos, que abrangem ao todo 17 dispositivos. Teve origem no Projeto de Lei (PL) 429/2024, apresentado pelo STJ em 2013. A proposta foi aprovada com alterações pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2024 e encaminhada ao Senado.

No Senado, o projeto foi aprovado em agosto, tendo como relator o senador Eduardo Gomes (PL-TO), e retornou à Câmara dos Deputados, onde recebeu a aprovação final.

Custas e gratuidade

A nova lei atualiza os valores das custas cobradas em processos da Justiça Federal e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e estabelece regras para futuros reajustes. Os valores poderão ser corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), respeitado o intervalo mínimo de um ano.

As novas tabelas de custas da Justiça Federal entram em vigor em 1º de janeiro de 2027. A partir da mesma data, os valores das custas do STJ serão fixados pela Corte Especial do tribunal, tendo como regra geral percentuais entre 2% e 4% do valor atualizado da causa.

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Quem ganha até a faixa de isenção máxima do IR (atualmente R$ 5 mil por mês) é presumido incapaz de pagar as custas. Essa presunção pode ser contestada. Acima desse valor, o juiz pode decidir pela gratuidade caso a caso.

Fundos

A Lei 15.498 cria o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) e o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (FESTJ). Entre as receitas do Fejufe estão as custas recolhidas na Justiça Federal de primeiro e segundo graus. O valor arrecadado com essas custas será distribuído da seguinte maneira:

  • 9% serão destinados ao Fundo de Fortalecimento da Cidadania e Aperfeiçoamento do Ministério Público da União;
  • 6%, ao Fundo de Modernização do Conselho Nacional de Justiça; e
  • 5%, ao Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União.

Vetos

A Presidência da República vetou dispositivos que definiam diferentes fontes de receita para o Fejufe. Entre elas estavam multas aplicadas em processos judiciais e contratos administrativos, rendimentos de depósitos judiciais, receitas com prestação de serviços, alienação de bens e materiais, realização de cursos e eventos e utilização de instalações da Justiça Federal. Segundo a mensagem de veto, a vinculação dessas receitas ao Fejufe contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, por não estabelecer prazo de até cinco anos para a vinculação dos recursos.

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Também foi vetada a possibilidade de o fundo receber auxílios, subvenções, contribuições e doações de entidades públicas e privadas, nacionais ou estrangeiras. Para o Executivo, além de descumprir a exigência prevista na LDO, a medida poderia comprometer a autonomia funcional da Justiça Federal e a soberania nacional.

Outro veto retirou do Fejufe os valores arrecadados com inscrições em concursos organizados pela Justiça Federal. O governo argumentou que essas taxas são destinadas ao custeio dos próprios concursos e não foram criadas para arrecadação.

O Executivo vetou, por fim, o dispositivo que previa a entrada em vigor imediata de parte da lei. De acordo com a mensagem presidencial, é necessário dar tempo para a estruturação do Fejufe e do Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (FESTJ) e para a adaptação dos órgãos e dos usuários da Justiça às novas regras. Com o veto, aplica-se a regra geral de vigência prevista na legislação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Programação da Mostra Brasília apresenta a diversidade do cinema do Distrito Federal

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A programação da Mostra Brasília – espaço do 59º Festival de Brasília exclusivo para filmes produzidos no DF que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa (veja abaixo) – é um retrato da variedade da produção audiovisual local. Várias linguagens cinematográficas estão presentes nos quinze títulos selecionados entre os mais de 130 inscritos.

Serão apresentados, a partir de segunda-feira (14), com início sempre às 18h, para a apreciação e escolha do júri oficial e do júri popular, três filmes de animação, sete obras ficcionais, três documentários e dois títulos que reúnem diferentes linguagens e são classificados como híbridos. A comissão de seleção, composta por profissionais do setor, que indicou os concorrentes ao Troféu Câmara Legislativa, notou que a programação “reúne filmes marcados pela invenção, risco, incômodo, observação atenta e, sobretudo, pela autenticidade”.

Disputa saudável

Os títulos disputam R$ 298 mil em prêmios, divididos entre os melhores filmes e categorias técnicas. Na avaliação do jornalista especializado em cinema Ricardo Daehn, crítico do jornal Correio Braziliense, a premiação “é um estímulo para os realizadores, não só os que estão começando, também para cineastas consagrados. Esses recursos ajudam nas finalizações ou são empregados em futuros projetos de filmes”. Para ele, que desde o início acompanha a competição, criada pela CLDF em 1996, o valor destinado “gera uma disputa interna saudável”.

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Daehn também cita diretores e produtores brasilienses que estrearam suas experimentações cinematográficas na Mostra Brasília, concorrendo ao prêmio da Câmara Legislativa, e têm projeção nacional e internacional na atualidade, entre eles, Rafaela Camelo, José Eduardo Belmonte, Adirley Queirós, Fáuston da Silva, Carina Bini, Santiago Dellape e Edileuza Penha de Souza – vencedora do prêmio de melhor direção no ano passado –, que volta a concorrer este ano.

O crítico revela que o Troféu Câmara Legislativa, em várias ocasiões, inspirou o Correio Braziliense na escolha dos vencedores do Troféu Saruê, criado pelo jornal para premiar o “melhor momento do festival”. “A Mostra Brasília, muitas vezes, estimulou a própria equipe do Correio a conceder o prêmio Saruê.”

Por fim, Ricardo Daehn relembra grandes momentos proporcionados pela competição para produções locais, especialmente, quando se trata de títulos que focalizam o próprio Distrito Federal e suas personalidades culturais, como foi o caso do dramaturgo Hugo Rodas, do ator Gê Martu e dos livreiros Chiquinho (UnB) e Ivan da [Livraria] Presença. “A mostra também acolhe realizadores importantíssimos para a cidade, entre eles, Afonso Brazza [bombeiro-cineasta falecido em 2003]”, acrescenta.
 

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Segunda (14/9), 18h

Terça (15/9), 18h

Quarta (16/9), 18h

Quinta (17/9), 18h

Sexta (18/9), 18h

Hacker Leonilia (animação, 12 anos), de Gustavo Fontele Dourado, 15min

A Arte Perdida da Lombada (ficção, 10 anos), de Helena Sarmento e Gabriel Brito, 12min

Mapas (ficção, 12 anos), de Rafael Lobo, 115min

Vinte Vinte Quatro (híbrido, 14 anos), de Davi Pieri, 18min

Isso Aqui é Várzea! (documentário, livre), de Flávio Costa, 20min

O Jardim Mágico (animação, livre), de Naira Caneiro e Carlon Hardt, 6min

Rima (híbrido, 12 anos), de Josianne Diniz, 18min

Madre (documentário, livre), de Talita Carvalho e Carol Matias, 21min

Dora (ficção, 10 anos), de Murilo Abreu, 19min

Impostor (ficção, 14 anos), de Rafael Ribeiro Gontijo, 20min

Não Há Crime no Plano Piloto (ficção, 16 anos), de Gabriel Machado, 18min

Ar-Dor (ficção, 14 anos), de Mike Peixoto, 18min

Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (animação, livre), de Brenda Lígia e Edu Felistoque, 104min

Onde Moram os Irmãos (ficção, 12 anos), de Marisa Mendonça, 109min

Nem Todos Sabem (documentário, livre), de Edileuza Penha de Souza, 83min

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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