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POLITÍCA NACIONAL

Câmara Legislativa celebra contribuição do Instituto Histórico e Geográfico do DF

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A Câmara Legislativa realizou, na noite de terça-feira (11), sessão solene em homenagem aos 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF). A iniciativa foi do deputado Ricardo Vale (PT), que destacou em plenário a importância da instituição para a preservação da memória da capital e reconheceu o trabalho desenvolvido por conselheiros, pesquisadores, colaboradores e servidores.

Confira a cobertura fotográfica da sessão no Flickr da CLDF

Criado em 1964, o IHGDF tem uma trajetória marcada pelo estudo e a valorização da história e da cultura local. Durante a cerimônia, Ricardo Vale ressaltou o trabalho realizado de forma voluntária por integrantes da instituição, que “muitas vezes realizam o papel que o Estado deveria fazer”. O parlamentar também salientou que o IHGDF utiliza sua localização privilegiada para pesquisar a formação das populações regionais da região Centro-Oeste, atuando como repositório e guardião da história e memória do Brasil e de sua capital.

“Por meio de pesquisas, publicações, ações educativas e iniciativas voltadas à memória e ao patrimônio, a instituição contribui para ampliar o conhecimento sobre a formação de todo o Distrito Federal, mantendo viva a história daqueles que participaram de sua construção e desenvolvimento”, destacou Vale.

Secretário-geral da entidade, Carlos Hugo Studart Corrêa enfatizou a diversidade e a qualificação dos integrantes do instituto, que reúne personalidades de destaque da vida pública, acadêmica e empresarial brasileira. “Nos nossos quadros, temos um ex-presidente da República, José Sarney, que, com seus 96 anos, escreve artigos para a nossa revista. Temos quatro ex-governadores, vários ex-ministros, senadores, deputados e três ex-reitores”, relatou. Ele acrescentou que o instituto conta atualmente com “63 professores doutores de diferentes áreas”.

Foto: Sara Marques/Agência CLDF

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Já o presidente do IHGDF, José Teodoro Mascarenhas Menk, relembrou a criação dos institutos históricos no Brasil e explicou a missão da entidade no DF. Segundo ele, a organização surgiu da necessidade de preservar a memória da construção de Brasília e compreender as características geográficas da nova capital.

O presidente ressaltou ainda os programas educacionais desenvolvidos pelo IHGDF, que incluem visitas de estudantes ao museu do instituto e cursos de formação para professores da rede pública. “Recebemos alunos e temos um corpo de professores de Geografia e de História que apresenta especificidades da geografia e da história do Distrito Federal aos alunos”, explicou.

A solenidade contou ainda com a participação de membros da instituição e convidados. Entre eles, o engenheiro Eloy Barbosa de Oliveira, que participou da implantação do sistema elétrico da capital. Durante seu pronunciamento, ele defendeu a preservação da memória dos pioneiros de Brasília. “Seria bom que o Instituto escrevesse a história de como começou a eletricidade aqui em Brasília. Nós temos documentos, nós temos fotografias particulares, e a gente viveu esse momento”, afirmou.

Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

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Já o professor Robson Eleutério relatou como a abordagem de assuntos do cotidiano nas turmas de ensino médio desenvolve a identidade cultural e aumenta o interesse dos alunos. “Criamos um projeto com o objetivo de criar um diálogo da história regional com diversas disciplinas. Quando estudamos, por exemplo, a pré-história voltamos os olhos para nossa mãe ancestral lá da África. Mas, aqui no DF e no Entorno, têm sítios arqueológicos extremamente ricos. Por que não falar desses locais”, questiona Eleutério.

Representando a diretoria da instituição, o secretário-geral adjunto do IHGDF, Virgílio Caixeta Arraes, agradeceu o reconhecimento concedido pela Câmara Legislativa e destacou a relevância da entidade para a vida cultural da capital.
“Hoje, nesta sessão solene, eu gostaria de agradecer a quem tem ajudado, auxiliado e quem também ajudou e contribuiu para que o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal se tornasse uma instituição permanente no quadro cultural da capital do Brasil”, afirmou.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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CMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (11) uma medida provisória e um projeto de lei que abrem créditos extras de R$ 330 milhões no Orçamento de 2026. A maior parte dos recursos será usada para enfrentar as consequências de desastres climáticos.

A medida provisória (MP 1.356/2026) liberou R$ 305 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas nas Regiões Sul e Sudeste entre janeiro e abril, além de combater os impactos da estiagem no Norte e no Nordeste do país.

O governo informou que os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas, das quais 203 mil estavam em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da MP, foi favorável ao texto, mas cobrou do governo mais planejamento para enfrentar as mudanças climáticas, dizendo que “governar pela exceção virou rotina”.

“Há tempo demais o governo brasileiro insiste em tratar como imprevisível aquilo que se repete a cada ano. Governa-se pela urgência e pela exceção, pelo crédito aberto às pressas depois que a tragédia já bateu à porta, quando o dever de quem cuida do Orçamento seria antecipar o que o calendário e a própria ciência há muito anunciam”, alertou.

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A senadora lembrou que o governo editou 21 medidas provisórias de crédito extraordinário neste ano, no valor total de R$ 95,4 bilhões. Ela também criticou medidas relativas a subsídios e linhas de crédito.

O governo tem justificado as medidas de subsídios aos combustíveis para minimizar o impacto nos preços em razão da guerra no Oriente Médio. Os créditos extraordinários não afetam a meta fiscal do governo (que é de um superávit de R$ 34,3 bilhões), mas elevam a dívida pública.

A medida provisória será votada agora nos Plenários da Câmara e do Senado.

Agências reguladoras

A outra proposta aprovada na CMO na terça (PLN 15/2026) abre crédito suplementar de R$ 24,4 milhões para atender despesas administrativas das agências reguladoras Antaq (transportes aquaviários), Aneel (energia elétrica), ANM (mineração), Anvisa (vigilância sanitária) e ANA (águas).

O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), que leu o relatório do projeto de lei do Congresso, explicou que o crédito é resultado de remanejamentos de despesas no Orçamento.

O projeto será votado em sessão conjunta do Congresso Nacional.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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