POLÍTICA
ALMT homenageia CACs e atiradores esportivos em sessão especial
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite da última quarta-feira (17), uma sessão especial em homenagem aos CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) e aos atletas do tiro esportivo. A solenidade foi requerida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e reuniu representantes do setor, clubes de tiro, atletas, instrutores e autoridades ligadas à pauta da segurança pessoal e da legítima defesa.
Entre os convidados estavam o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL-MS), advogado, professor e fundador do movimento ProArmas, além do professor Danilo Atala, advogado, coordenador do ProArmas Mato Grosso e responsável por estudos desenvolvidos por meio do Observatório da Segurança Pessoal de Mato Grosso.
Durante a sessão, Cattani destacou a importância econômica e esportiva do segmento no Estado e criticou as dificuldades enfrentadas pelos CACs nos últimos anos.
“Os CACs compõem uma rede de mais de 500 lojas de caça e pesca no Estado de Mato Grosso, além de diversos clubes de tiro espalhados por todo o Estado. Estão sofrendo muito com as políticas do governo federal. Nós precisamos reconhecer e ajudar esse setor que é tão importante para a sociedade”, afirmou.
O deputado também ressaltou o papel do tiro esportivo, modalidade reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional, e destacou o desempenho de atletas mato-grossenses em competições nacionais e internacionais.
“Além dos CACs, nós temos um outro setor dentro do tiro que é justamente o tiro esportivo, que além de tudo é um esporte olímpico. Nós temos campeões nacionais, campeões mundiais de tiro no Estado de Mato Grosso e essas pessoas nunca foram reconhecidas pelo Estado. Nós precisamos reconhecê-las e incentivá-las”, disse.
Durante a cerimônia, os atletas receberam homenagens pelos resultados conquistados em competições. “O Mato Grosso tem campeões estaduais de tiro esportivo, nós temos campeões brasileiros de tiro esportivo e temos até campeões internacionais. O tiro esportivo é um dos esportes olímpicos. De repente, nós temos políticas em nível nacional de pessoas que se gabam por dificultar o acesso a esse esporte olímpico que é tão bem representado pelos brasileiros”, declarou.
Outro tema abordado durante a solenidade foi a Lei nº 13.249/2026, de autoria de Gilberto Cattani, que determina a inclusão de informações detalhadas sobre armas de fogo em registros de ocorrências criminais, processos e documentos oficiais para auxiliar na formulação de estatísticas e políticas públicas de segurança. A norma busca identificar, por exemplo, se as armas envolvidas em crimes possuem registro regular, origem conhecida ou sinais de adulteração.
Ao comentar os estudos desenvolvidos em Mato Grosso a partir dessa iniciativa, Marcos Pollon afirmou que o trabalho realizado pelo professor Danilo Atala e pelo deputado Gilberto Cattani pode gerar impactos nacionais.
“Talvez vocês não entendam o que estes dois homens aqui fizeram. Talvez nem eles compreendam a extensão e a importância do que fizeram. Esse trabalho que o professor Danilo Atala fez junto com o deputado Cattani pode mudar para o resto da história do Brasil a forma que nós encaramos a questão das armas”, afirmou.
Pollon, que atua na pauta desde 2005, destacou que a falta de dados concretos sobre a origem das armas utilizadas em crimes sempre foi um dos principais obstáculos para o debate sobre segurança pública. “O maior desafio que a gente tem é conseguir esses dados. Se nós tivermos essas informações, acabou a narrativa. O trabalho que o professor Danilo Atala está fazendo aqui vai permitir documentar e comprovar isso de uma vez por todas”, disse.
O deputado federal também anunciou apoio para ampliar o alcance do projeto e levar a iniciativa para outros estados brasileiros.
“Nós vamos construir isso junto com o Cattani e com a bancada federal aqui do Mato Grosso, para que possamos destinar emendas e viabilizar um grupo de trabalho. Vamos levar isso para outros estados. Se nós tivéssemos em cada estado do Brasil um deputado estadual que tivesse o zelo, o cuidado e a seriedade que o Cattani tem, talvez hoje o nosso cenário seria diferente”, declarou.
Durante a solenidade, Cattani também voltou a defender iniciativas que ampliem o treinamento de agentes de segurança pública em clubes de tiro.
“Nós queremos que as forças de segurança, como Polícia Militar e Polícia Civil, possam participar dos clubes de tiro para treinar. A arma é uma ferramenta de trabalho da segurança e precisa ser exercitada constantemente para que o policial esteja preparado quando necessário. Nosso projeto vai nessa direção”, afirmou.
Ao final do evento, o parlamentar destacou que a homenagem representa um reconhecimento a atletas, instrutores, empresários e praticantes que contribuem para o fortalecimento do tiro esportivo e da cultura da segurança pessoal em Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Eleições 2026: o trabalho da Justiça Eleitoral por trás de cada voto
Eleições 2026: o trabalho da Justiça Eleitoral por trás de cada voto
Por André Pozeti
A realização de uma eleição vai muito além do momento em que o eleitor comparece à seção e registra seu voto. Por trás desse ato existe uma grande estrutura de planejamento, logística, tecnologia, segurança e, sobretudo, trabalho humano.
Nas Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) mobilizou uma operação de grandes proporções para assegurar o exercício do voto em todo o Estado. Foram 2,6 milhões de eleitores, 8.287 seções eleitorais, 1.519 locais de votação e mais de 54 mil pessoas envolvidas, alcançando os 142 municípios mato-grossenses. Justiça Eleitoral
Sob a condução da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado, o trabalho começou muito antes da abertura das urnas. Preparação dos equipamentos, treinamento das equipes, organização dos locais de votação, segurança, transporte, suporte tecnológico e estrutura para apuração e totalização fizeram parte de uma operação cuidadosamente planejada. Justiça Eleitoral
A dimensão desse trabalho talvez seja ainda mais perceptível quando olhamos para as regiões mais distantes de Mato Grosso.
O Estado possui 114 locais de votação considerados de difícil acesso, dos quais 38 estão em aldeias indígenas. Para chegar a algumas dessas comunidades, a Justiça Eleitoral precisou organizar deslocamentos por estradas não pavimentadas, embarcações e até aeronaves. Em sete localidades indígenas, o acesso das equipes ocorreu por transporte aéreo. Justiça Eleitoral
É a Justiça Eleitoral chegando à capital, ao interior, às comunidades rurais e ribeirinhas e às aldeias indígenas, superando distâncias e dificuldades para que o direito ao voto alcance o eleitor onde ele estiver.
Encerrada a votação, outro grande trabalho se inicia. A apuração e a totalização dos votos seguem procedimentos previamente regulamentados, com Comissão Apuradora própria e mecanismos de acompanhamento e fiscalização. Justiça Eleitoral
Nada disso seria possível sem a dedicação dos membros do pleno da Corte, juízes da propaganda , servidores, técnicos, mesários, colaboradores e forças de segurança. São milhares de pessoas que, muitas vezes longe dos holofotes, trabalham antes, durante e depois da eleição para que todo o processo funcione.
Também merece destaque a atuação da OAB-MT, que acompanhou as Eleições 2026 por meio da Comissão de Direito Eleitoral, do Observatório Nacional das Eleições Gerais e do Tribunal de Defesa das Prerrogativas. Representantes da Ordem estiveram em locais de votação, acompanharam o Teste de Integridade das urnas e os procedimentos de apuração. Colider
Tive a honra de acompanhar de perto parte desses trabalhos, durante o dia da eleição e também na apuração, a convite da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-MT.
Para mim, essa experiência teve um significado ainda mais especial, pois já integrei o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso como juiz-membro da Corte, na classe dos juristas. Retornar àquela Casa, agora sob outra perspectiva, e acompanhar a dimensão da operação eleitoral reforçou minha admiração pelo trabalho desenvolvido pela Justiça Eleitoral e por todos aqueles que a fazem funcionar.
Da capital à aldeia indígena mais distante, por trás de cada voto existe planejamento, responsabilidade e pessoas comprometidas em fazer a democracia chegar a todos.
André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, na classe dos advogados (TRE-MT), e membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-MT.
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