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Prefeitura e MPE firmam parceria para reforçar atendimento no Abrigo Bom Jesus

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta quarta-feira (25) a assinatura de dois importantes instrumentos voltados à assistência de idosos: o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), e o Termo de Cooperação com a Fundação Abrigo Bom Jesus.

As medidas têm como objetivo fortalecer o atendimento de saúde aos idosos acolhidos na instituição, garantindo assistência contínua e mais segura dentro do próprio abrigo.

A solenidade contou com a presença da secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, do promotor de Justiça Daniel Balan Zappia e da presidente da Fundação Abrigo Bom Jesus, Márcia Antonia Ferreira, além de autoridades e equipe técnica.

O foco da iniciativa é ampliar e qualificar o cuidado com os idosos por meio da atuação integrada da rede municipal de saúde na instituição. A proposta prevê o reforço de profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos, além do acompanhamento sanitário permanente.

Segundo a secretária Danielle Carmona, a estratégia garante mais dignidade e evita riscos desnecessários. “Nosso objetivo é assegurar um cuidado contínuo, preventivo e humanizado. Ao levar a equipe de saúde até o abrigo, evitamos deslocamentos e protegemos esses idosos, que em sua maioria apresentam comorbidades e necessitam de acompanhamento constante”, afirmou.

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O promotor de Justiça Daniel Balan Zappia destacou a necessidade do suporte permanente. “O público atendido na Fundação Abrigo Bom Jesus necessita de assistência contínua à saúde. A maioria dos idosos apresenta comorbidades e demanda acompanhamento permanente, o que justifica a presença das equipes de saúde dentro da própria instituição”, pontuou.

Atualmente, a Fundação Abrigo Bom Jesus acolhe mais de 100 idosos. Nesse contexto, o deslocamento frequente até unidades de saúde pode representar riscos à integridade dessa população, além de dificultar o atendimento.

Com a assistência sendo ofertada no próprio abrigo, o atendimento se torna mais eficiente, seguro e contínuo. A medida também contribui para a redução de encaminhamentos à rede pública, ajudando a diminuir a ocupação de leitos hospitalares na capital.

O TAC, iniciado em 2023 e agora renovado, foi tratado como prioridade pela Secretaria Municipal de Saúde e pela diretoria da instituição. Já o Termo de Cooperação reforça a parceria institucional, garantindo a continuidade dos serviços de saúde no local.

Desde a implantação do TAC, já foi registrada a redução no número de internações hospitalares entre os idosos acolhidos, evidenciando a eficácia do atendimento preventivo dentro da instituição.

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Para a presidente da Fundação Abrigo Bom Jesus, Márcia Antonia Ferreira, a parceria representa um avanço significativo. “Esse apoio da Prefeitura e do Ministério Público é fundamental para garantirmos um atendimento mais digno e completo. A presença da equipe de saúde aqui dentro faz toda a diferença na qualidade de vida dos nossos idosos”, destacou.

Também participaram da solenidade a secretária adjunta de Atenção Primária, Cínara Brito, a assessora jurídica da SMS, Raquel Bordest, a responsável técnica da Fundação Abrigo Bom Jesus, Laura Ramos Toledo, e o gestor administrativo da instituição, Emerson Cássio.

A Fundação Abrigo Bom Jesus é uma instituição de longa permanência para idosos que acolhe pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas vezes sem suporte familiar. O espaço oferece acolhimento, cuidado integral e promove qualidade de vida, segurança e convivência aos residentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura inicia Censo Real para mapear população em situação de rua e ampliar rede de acolhimento

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, iniciou a operação Censo Real, uma ação conjunta com o Governo de Mato Grosso para realizar um diagnóstico atualizado da população em situação de rua no município. O levantamento tem como objetivo identificar o perfil, as necessidades e a quantidade de pessoas nessa condição, subsidiando a ampliação das políticas públicas de acolhimento, assistência social, saúde e reinserção social. A ação começou na terça-feira (14).

A iniciativa reúne equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além do Ministério Público e do Poder Judiciário. Nesta primeira etapa, quatro equipes atuaram simultaneamente na Praça do Porto, na Rodoviária, no Morro da Luz e na Praça Ipiranga. Na quarta-feira (15), os trabalhos seguem na Praça Cultural do CPA II e na região dos bairros Pedregal e Leblon.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o município já realiza o acompanhamento da população em situação de rua, mas o Censo Real permitirá um levantamento ainda mais detalhado e atualizado. “Esse diagnóstico sempre foi feito, mas agora teremos um levantamento individualizado de todas as pessoas em situação de rua. Nosso cadastro é atualizado a cada seis meses, porém queremos intensificar esse acompanhamento, realizando-o de forma quadrimestral. Assim, teremos números mais precisos para desenvolver novas políticas públicas em conjunto com o Estado”, destacou Hélida.

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Atualmente, o município conta com uma rede de acolhimento com capacidade para 350 vagas, distribuídas entre as unidades da Associação Terapêutica de Apoio às Pessoas, do Abrigo do Porto, do Abrigo Guia e do Miraglia. Esta última unidade está em reforma. Segundo Hélida, o diagnóstico permitirá dimensionar a necessidade de ampliação dessa estrutura e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de rua, especialmente àquelas que necessitam de tratamento para dependência química. Ela ressaltou ainda que diversos fatores contribuem para o aumento dessa população, como o uso abusivo de álcool e outras drogas, o rompimento dos vínculos familiares e a vulnerabilidade social. “A saída das ruas depende da vontade da própria pessoa. O nosso papel é oferecer acolhimento, acompanhamento social, psicológico e os encaminhamentos necessários para que ela tenha condições de reconstruir sua vida”, completou.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, destacou que a ação integra diversas áreas do poder público e busca enfrentar uma realidade que impacta tanto a assistência social quanto a segurança pública. “Hoje estamos realizando um diagnóstico para identificar quem são essas pessoas, quantas são e quais encaminhamentos serão necessários. Muitas delas vivem em situação de extrema vulnerabilidade e acabam também expostas à criminalidade, ao tráfico de drogas e à prática de delitos. Por isso, é fundamental que Estado e município atuem juntos”, afirmou.

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Também participaram da ação a secretária adjunta de Políticas para Mulheres da Setasc, Salete Morockoski, e o secretário adjunto de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva da Setasc, Emerson Toledo Santana, que reforçaram o compromisso do Governo do Estado em apoiar financeiramente o município na implementação e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

Entre as pessoas abordadas pelas equipes está Pedro Andrade, de 40 anos, que vive há mais de uma década em situação de rua. Dependente de álcool e outras drogas, ele afirmou acreditar na possibilidade de reconstruir a própria vida, desde que tenha acesso a tratamento adequado. “Tem que ter uma casa de apoio de verdade, com tratamento, remédio e acompanhamento. Não basta apenas retirar a pessoa da rua. É preciso oferecer condições para que ela consiga vencer a dependência e recomeçar.”

Além das ações de acolhimento, distribuição de cobertores, alimentação e atendimento social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão viabilizou, entre janeiro e junho deste ano, 170 passagens interestaduais e intermunicipais para pessoas em situação de vulnerabilidade que, após atendimento técnico e cumprimento dos critérios estabelecidos, puderam retornar ao convívio familiar.

Após a conclusão do levantamento, o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá devem firmar um convênio para apoiar financeiramente a ampliação da rede de acolhimento e a reforma das unidades existentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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