POLÍTICA
Servidores questionam demissões no Samu e pedem intervenção da ALMT
POLÍTICA
Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recorreram à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (25), durante sessão ordinária, para pedir a intermediação dos deputados junto ao governo do estado após o anúncio da exoneração de 56 profissionais contratados.
Como encaminhamento, o Parlamento aprovou requerimento da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social à convocação do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que deverá prestar esclarecimentos no próximo dia 31, às 10 horas, na ALMT, diante da preocupação com prejuízos no atendimento à população e a falta de convocação de aprovados em concurso público.
Representados pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA), Carlos Mesquita, os trabalhadores alertaram para impactos imediatos no funcionamento do serviço, considerado essencial no atendimento de urgência e emergência.
Segundo Mesquita, a demissão atinge diretamente equipes operacionais. “Fomos surpreendidos com a demissão de 56 servidores, sendo 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem. Esses profissionais atendem diretamente a população, e isso pode levar ao fechamento de bases e comprometer o atendimento”, alertou.
Ele destacou ainda que há concurso público vigente, mas sem convocação suficiente. “Se realmente quisesse fortalecer o Samu, o governo já teria chamado os concursados. Hoje, isso leva tempo e a população pode ser prejudicada, com risco à vida de quem precisa do serviço”, completou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Da tribuna, o deputado Lúdio Cabral (PT) criticou a condução da política para o setor e defendeu o papel estratégico do Samu dentro do sistema de saúde.
“O Samu é fundamental porque presta atendimento direto à população em situações de urgência e emergência. Desde 2020, o governo tenta enfraquecer o serviço, inclusive com a ideia de transferir responsabilidades ao Corpo de Bombeiros, o que não faz sentido, já que são atuações complementares”, declarou.
O parlamentar também destacou a necessidade de medidas imediatas por parte do Executivo. “Apresentamos o requerimento para convocar o secretário de Estado de Saúde e discutir a situação. O que queremos é a renovação dos contratos e a nomeação dos aprovados em concurso público”, afirmou.
O deputado Paulo Araújo (PP) reforçou que o assunto seguirá em debate no Legislativo.
“Na próxima reunião da Comissão de Saúde, vamos convidar o secretário para tratar especificamente da situação do Samu. Há reclamações e preocupação com possível paralisação de unidades”, pontuou.
O deputado Sebastião Rezende (União) também defendeu o fortalecimento do serviço e cobrou planejamento da gestão estadual.
“Qual é o planejamento que a Secretaria de Estado de Saúde está fazendo? Nós não podemos abrir mão dessas bases do Samu, que são uma conquista da sociedade mato-grossense. Esse tema será tratado com exclusividade na Comissão de Saúde, e os trabalhadores podem contar com o apoio dos parlamentares. Precisamos fortalecer o Samu, porque suas bases salvam muitas vidas”, afirmou.
Da mesma forma, o deputado Dr. João (MDB) classificou a situação como grave e defendeu diálogo urgente com o governo.
“É um absurdo fragilizar o Samu. Solicitamos uma reunião urgente para entender o que está acontecendo, porque isso pode reduzir a proteção à população. O Samu tem uma função técnica essencial que não pode ser comprometida”, disse.
Atualmente, o Samu conta com mais de 180 profissionais em Mato Grosso, com bases distribuídas em pontos estratégicos. De acordo com Mesquita, a redução das equipes pode afetar diretamente cidades como Várzea Grande e Cuiabá, que concentram grande volume de atendimentos, especialmente nos finais de semana e feriados.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Cattani critica entraves e defende avanço da Ferrogrão, após decisão do STF
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comentou na sexta-feira (22) a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou constitucional a Lei nº 13.452/2017, considerada essencial para o avanço da Ferrogrão (EF-170), ferrovia planejada para ligar Sinop (MT) a Itaituba (PA).
A legislação altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da ferrovia. A norma havia sido questionada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553.
Para Gilberto Cattani, a decisão representa um passo importante para o desenvolvimento logístico de Mato Grosso e para o escoamento da produção agrícola do estado. “A Ferrogrão vai destravar o transporte no estado do Mato Grosso, vai salvar boa parte da nossa agricultura, vai baratear o frete. Isso é magnífico”, afirmou o parlamentar.
Apesar de comemorar o avanço do projeto, o deputado também criticou os entraves enfrentados pela ferrovia nos últimos anos e afirmou que a obra poderia já estar em funcionamento.
“A pergunta que você tem que fazer não é por que ela foi liberada agora. A pergunta que você tem que fazer é por que ela foi travada. Faz seis anos e parte dela poderia estar pronta”, declarou.
Cattani também rebateu críticas relacionadas ao impacto ambiental da obra e afirmou que o traçado da ferrovia acompanha áreas já impactadas pela BR-163. “Ela vai do lado da BR-163, onde já está aberto. Não tem problema nenhum”, disse.
O parlamentar ainda afirmou que a Ferrogrão começou a ser estruturada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou o que classificou como obstáculos ideológicos ao avanço de obras de infraestrutura no país.
A Ferrogrão é considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste ao Arco Norte, especialmente soja e milho produzidos em Mato Grosso. A expectativa é que a ferrovia contribua para a redução dos custos logísticos e ampliação da competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: ALMT – MT
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