MATO GROSSO
Ipem-MT inaugura nova sede e reúne Inmetro e setor produtivo em Cuiabá
MATO GROSSO
O Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) inaugura, na próxima quarta-feira (25.3), às 9h, sua nova sede em Cuiabá, marcando um avanço na modernização da infraestrutura e na ampliação dos serviços prestados. Como parte da programação, a autarquia recebe, nesta terça-feira (24), o evento “Diálogo com o Setor Produtivo”, iniciativa do Inmetro em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), voltada ao fortalecimento da relação com o segmento empresarial.
O objetivo do evento é colocar na mesma mesa a direção do Inmetro e representantes da indústria, comércio e agronegócio para mapear demandas, identificar gargalos e construir soluções conjuntas voltadas à chamada Infraestrutura da Qualidade no Brasil, que envolve acreditação, avaliação da conformidade e metrologia legal.
Conforme a presidente do Ipem-MT, Tatiana Ribeiro Soares, o evento será realizado já nova sede, localizada na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, nº 1512, bairro Novo Mato Grosso, em Cuiabá, a partir das 9h e com previsão de terminar por volta das 12h30 já com encaminhamentos.
“A realização da inauguração aliada a uma agenda voltada ao setor produtivo e ao Inmetro evidencia o reposicionamento do Ipem-MT. Estamos mais integrados às diretrizes nacionais e mais próximos da indústria, atuando como uma peça estratégica para a competitividade das empresas e a proteção do consumidor. A nova sede não representa apenas um avanço estrutural, mas a consolidação de um modelo de gestão voltado à eficiência, inovação e desenvolvimento”, afirmou a presidente.
Nova sede
A nova sede do Ipem-MT recebeu investimento total de R$ 6,33 milhões, sendo R$ 1,3 milhão do Governo de Mato Grosso e R$ 5,03 milhões. O espaço foi projetado para ampliar a capacidade operacional do instituto, responsável por garantir a confiabilidade de produtos e serviços por meio da metrologia legal e da fiscalização de mercado.
O espaço, que era a antiga Metamat, foi reformado e concebido com foco em sustentabilidade e eficiência. O prédio conta com sistema de geração de energia por painéis solares, com investimento de R$ 1,66 milhão, capaz de produzir, em média, 26,4 mil kWh por mês, o que deve gerar economia superior a R$ 300 mil por ano aos cofres públicos.
A modernização também impacta diretamente o atendimento à população. Com ambientes reorganizados e mais bem distribuídos, a expectativa é de maior fluidez nos processos internos, redução do tempo de espera e ampliação da capacidade de atendimento.
A nova sede incorpora ainda melhorias em acessibilidade, com espaços adequados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além de ambientes climatizados e mais humanizados, voltados ao conforto do cidadão.
Outro avanço está na modernização tecnológica, com implantação de novos equipamentos e sistemas que aumentam a precisão dos serviços metrológicos e a eficiência dos processos administrativos. A integração dos setores também deve facilitar o acesso aos serviços e reforçar a transparência e a confiabilidade institucional.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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