POLÍTICA
Corrida inédita em MT celebra garis e conta com apoio do deputado Fabinho Tardin
POLÍTICA
A primeira edição da Corrida do Gari já tem data marcada: será realizada no dia 24 de maio, em Várzea Grande. A iniciativa é uma homenagem ao Dia 16 de maio, que celebra os profissionais que atuam na coleta de resíduos e na limpeza urbana. O evento é promovido pelo Instituto Mais, com apoio do deputado estadual Fabinho Tardin (Podemos).
As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Os interessados podem se inscrever pelo site www.morro-mt.com.br. As vagas são limitadas e também incluem pessoas com deficiência (PCDs).
“Não tenho dúvidas de que será um sucesso. Vamos mobilizar trabalhadores e a comunidade para torcer por eles e transformar esse momento em um marco para o estado. Já fui gari e sei da importância de valorizar esses profissionais, que muitas vezes só recebem atenção quando entram em greve. Falo com conhecimento de causa, pois já estive nesse lugar e senti na pele o preconceito. Só percebemos a importância desse trabalho quando ele deixa de ser realizado”, afirmou o deputado.
Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais e atuar na coleta de resíduos, limpeza ou conservação de áreas públicas em qualquer município de Mato Grosso. No ato da inscrição, o participante deverá informar o CNPJ da empresa, o município e a matrícula funcional.
O percurso será de aproximadamente 5 quilômetros. A largada e a chegada ocorrerão no loteamento Parque das Águas, próximo à fábrica Sebo Jales, na região da Passagem da Conceição, em Várzea Grande.
A premiação inclui uma motocicleta Biz 0 km, um iPhone 17, uma televisão e R$ 1 mil em dinheiro, distribuídos entre os três primeiros colocados nas categorias masculina e feminina.
A retirada dos kits será realizada nos dias 21 e 22 de maio de 2026, em local e horários que serão divulgados previamente no Instagram do Instituto Mais (@institutomaismt). O material poderá ser retirado pelo atleta ou por um terceiro devidamente autorizado, mediante apresentação de documento oficial com foto.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (65) 99921-7630.
Luta pelos garis – Fabinho Tardin é autor de projetos que buscam garantir dignidade, reconhecimento e melhores condições de trabalho para garis e catadores de materiais recicláveis. Entre as iniciativas está a Lei nº 12.219/2023, que fortalece cooperativas de catadores e trabalhadores autônomos por meio da oferta de equipamentos de proteção individual (EPIs), capacitação, melhoria da infraestrutura e acesso ao crédito. O Projeto de Lei nº 296/2025, que institui o Selo de Responsabilidade Socioambiental – Catadores e Garis de Mato Grosso.
Outra proposta é o Projeto de Lei nº 179/2025, que prevê prioridade para garis e catadores no acesso ao programa Ser Família Habitação, facilitando o acesso à casa própria. Já o PL nº 1068/2024 propõe instituir o Dia do Gari como feriado estadual; E o PL nº 1069/2024, que prevê a instalação de pontos de apoio com banheiros, chuveiros, água potável e espaços de descanso em todo o estado, oferecendo mais conforto e dignidade durante a jornada de trabalho.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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