CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Outono chega trazendo muito calor, pouca chuva e impacto sobre a safrinha

Publicado em

AGRONEGÓCIO

O outono começou na manhã desta sexta-feira (20.03) sob um padrão que tende a influenciar diretamente o desempenho das lavouras: temperaturas elevadas por mais tempo e uma transição menos uniforme das chuvas no País. Para o produtor, o cenário exige atenção ao manejo, sobretudo nas áreas de segunda safra, que entram em fases decisivas nas próximas semanas.

Projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)  e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE)  indicam que o outono deve manter características típicas da estação — como a diminuição gradual das precipitações no interior —, mas com maior irregularidade na distribuição das chuvas e atraso na entrada de massas de ar frio mais intensas.

Na prática, abril ainda deve registrar volumes de chuva relevantes em parte do Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo o desenvolvimento inicial do milho safrinha. A partir de maio, no entanto, a tendência é de redução mais consistente da umidade, com aumento dos períodos secos, o que pode elevar o risco de estresse hídrico, especialmente em áreas plantadas fora da janela ideal.

Leia Também:  Produção de tomate supera expectativas e impulsionando economia local

O comportamento das temperaturas também chama atenção. A expectativa é de calor acima da média em grande parte do território nacional ao longo da estação, o que acelera o metabolismo das plantas, mas também aumenta a demanda por água — um fator crítico em um ambiente de chuvas mais espaçadas.

No Sul, o padrão climático muda ao longo do trimestre. A partir do fim de maio, cresce a frequência de frentes frias, com possibilidade de episódios mais intensos em junho. Há risco de geadas em áreas do Centro-Sul, o que pode afetar culturas sensíveis e exige monitoramento mais próximo por parte dos produtores.

Já nas regiões Norte e Nordeste, o comportamento segue mais heterogêneo. A chuva tende a perder força gradualmente na Amazônia, enquanto no Nordeste permanece mais concentrada na faixa leste, com interior mais seco e temperaturas elevadas.

Segundo os órgãos oficiais, o padrão climático do outono será influenciado por condições no Oceano Pacífico, que favorecem maior variabilidade ao longo da estação. Esse cenário amplia a incerteza no campo e reforça a necessidade de planejamento mais conservador, especialmente em relação ao uso de insumos, calendário de manejo e gestão de risco climático.

Leia Também:  Rio Grande do Sul terá seguro contra febre aftosa

Em um momento de custos elevados e margens mais ajustadas, o clima volta a ser variável central na tomada de decisão. Para a safrinha, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será determinante para definir o potencial produtivo da safra.

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Peixes ornamentais: Aeroporto de Guarulhos concentra 95,5% das licenças de exportação

Publicados

em

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com representantes do setor da Aquariofilia nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Entre as ações destacadas está o Projeto Aqua Brasil, que é uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “Criamos esse projeto direcionado para dar visibilidade à cadeia de ornamentais, olhando para o pequeno produtor que está na lida diária, cultivando e capturando esses peixes ornamentais. Também com um olhar especial para as exportações. O pescado para fins de ornamentação e aquariofilia tem alcançado outros países”, destacou. A meta de crescimento das exportações do setor com o projeto era de 6%. O crescimento alcançado em 2025 foi de 10,5%. Valor exportado em 2025: US$ 4,49 milhões.

São Paulo é o terceiro maior estado em número de empresas exportadoras. Concentra 12,1% das empresas brasileiras do segmento de organismos aquáticos ornamentais. Especificamente, o Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra 95,5% das Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) de exportação emitidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Leia Também:  SOJA/CEPEA: Baixa demanda pressiona cotações internas

Dados do Projeto Aqua Brasil

Visa promover a excelência de empresas brasileiras do setor da Aquariofilia com foco na expansão e qualificação no comércio internacional de organismos aquáticos ornamentais.

  • 60 empresas participantes;
  • 28 empresas capacitadas para exportação;
  • Aproximadamente 47% das empresas capacitadas;
  • 19 palestras técnicas gravadas;
  • Plataforma exclusiva de capacitação.

Como parte do projeto, em 2025, foi criado o primeiro painel setorial brasileiro de peixes ornamentais com integração de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), do MPA e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Edipo Araujo também participou da feira Pet South America e de reuniões com representantes da Associação Brasileira de Lojas de Aquariofilia (ABLA). No sábado (15), também estão previstas as visitas ao evento Reef Day Brasil Aquarium Expo e participação na abertura da 2ª Assembleia do Instituto Nacional de Aquarismo (INA).

Ana Célia Costa

Matheus Silveira 

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Leia Também:  Açúcar: mercado fecha em queda nas bolsas internacionais

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA