VÁRZEA GRANDE
Mulheres constroem Várzea Grande com dedicação e orgulho no serviço público municipal
VÁRZEA GRANDE
Café da manhã, alusivo à data, selou homenagens às várzea-grandenses que diariamente se dedicam a construir uma cidade mais bonita, limpa e mais organizada
“Eu considero este município como a minha casa. Passei grande parte da minha vida trabalhando aqui e tenho orgulho de fazer parte dessa história”, afirma a servidora Benedita Gonçalina da Silva Gama, que há mais de três décadas dedica seu trabalho ao desenvolvimento de Várzea Grande.
No mês dedicado à valorização das mulheres, histórias de dedicação, coragem e compromisso ganham destaque dentro da Prefeitura de Várzea Grande. Na Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, duas profissionais representam a força feminina que atua diariamente para garantir organização, mobilidade e qualidade de vida à população.
Na manhã desta terça-feira (10), a prefeita Flávia Moretti (PL), participou junto às servidoras da pasta de um café da manhã especial em homenagem ao Mês da Mulher. O encontro foi marcado por reconhecimento e valorização do trabalho feminino no serviço público.
“Cada mulher que trabalha na prefeitura ajuda a construir uma cidade melhor. São mulheres fortes, dedicadas e que enfrentam desafios todos os dias para cuidar da nossa população. Valorizar essas profissionais é reconhecer o papel fundamental que elas têm no desenvolvimento de Várzea Grande”, destacou a prefeita.
Há quase 14 anos na Prefeitura de Várzea Grande, Maristella Vanderlei Agrizan construiu sua trajetória como gari na Secretaria de Serviços Públicos. Todos os dias ela começa cedo, enfrentando sol, chuva e o ritmo intenso do trabalho nas ruas da cidade.
A rotina inicia às 7h da manhã e segue até o final da tarde, com pausas rápidas ao longo do dia. Apesar do esforço físico, Maristella fala com orgulho da profissão e do ambiente de trabalho que construiu ao longo dos anos.
Para ela, o convívio diário com os colegas transforma o local de trabalho em algo muito maior que apenas um emprego.
“É uma família. A gente passa o dia todo junto, trabalhando e ajudando um ao outro. São muitas horas aqui dentro e isso cria um laço muito forte entre todos nós”, conta.
Ser mulher em uma atividade tradicionalmente marcada pela presença masculina também exigiu determinação. Mesmo diante dos desafios, Maristella afirma que sente orgulho de contribuir diretamente para a limpeza e o bem-estar da cidade.
Outra história marcada pela dedicação é a da servidora Benedita Gonçalina da Silva Gama, que acumula 31 anos de trabalho no município. Ela ingressou na prefeitura em 1994, após ser aprovada em concurso público durante a gestão do então prefeito Nereu Botelho.
Inicialmente contratada como fiscal sanitária, ao longo dos anos Benedita passou por diferentes áreas da administração pública, incluindo meio ambiente e vigilância sanitária. Em 2010, com a reestruturação da carreira, passou a exercer a função de fiscal municipal.
Hoje, atua na Secretaria de Serviços Públicos, onde lida diretamente com denúncias e demandas da população. O trabalho exige responsabilidade, sensibilidade e equilíbrio para lidar com diferentes situações no dia a dia.
“Como funcionária pública, eu não penso só em mim. Eu penso no Município, porque é ele que paga o nosso salário. Então temos que trabalhar para que a cidade esteja cada vez melhor”, afirma.
A rotina muitas vezes ultrapassa o horário tradicional de expediente. Benedita relata que há dias em que permanece no trabalho até tarde da noite, principalmente quando há fiscalização noturna.
Apesar da intensa jornada, ela define a prefeitura como uma extensão da própria casa.
“Eu considero este Município como a minha casa. Passei grande parte da minha vida trabalhando aqui. Tenho orgulho de fazer parte dessa história”, diz.
Tanto Maristella quanto Benedita, representam trajetórias diferentes dentro do serviço público, mas compartilham valores semelhantes: dedicação, responsabilidade e orgulho em servir à população de Várzea Grande.
Ao longo dos anos, elas acompanharam mudanças na cidade, novas gestões e transformações no funcionamento da Administração Pública. Ainda assim, permanecem firmes no compromisso de contribuir para o desenvolvimento do Município.
Histórias como essas mostram como a presença feminina fortalece o serviço público e contribui para uma gestão mais humana e comprometida com a população.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Várzea Grande reforça o reconhecimento às mulheres que, com dedicação, competência e perseverança, ajudam diariamente a construir uma cidade mais organizada, acolhedora e preparada para o futuro.
Seja nas ruas, nos escritórios ou na fiscalização, são histórias como as de Maristella e Benedita que mostram que o serviço público também é feito de sensibilidade, força e compromisso feminino.
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Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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