VÁRZEA GRANDE
Carreta da Saúde tem atendimento estendido até 20 de março em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Mulheres terão acesso aos exames de mamografia, ultrassonografia pélvica e transvaginal, importantes para a detecção precoce do câncer de mama e de colo de útero e outras doenças
O período de atendimento da Carreta da Saúde, em Várzea Grande, foi estendido até o próximo dia 20 de março. A ampliação do cronograma foi solicitada pela Secretaria Municipal de Saúde ao Ministério da Saúde, que acatou o pedido com o objetivo de ampliar o acesso aos exames e atender à demanda reprimida do Município.
Durante os dias 11, 13 e 19 de março, a carreta realizará atendimentos voltados às mulheres de Várzea Grande para exames de mamografia, ultrassonografia pélvica e transvaginal, importantes para a detecção precoce do câncer de mama e de colo de útero e outras doenças.
As mulheres que possuem pedidos médicos e desejam realizar os exames devem procurar a sede da Secretaria Municipal de Saúde, localizada na Avenida da FEB, ao lado da concessionária Ariel, para realizar o agendamento.
No momento do atendimento, é necessário apresentar o pedido médico e um documento pessoal, como Cartão do SUS, RG ou CPF. O atendimento para agendamento ocorre das 8h às 11h30 e das 13h às 16h40.
A organização dos atendimentos prevê 20 mulheres no período da manhã e outras 20 no período da tarde, garantindo maior fluxo e qualidade na realização dos exames.
Nos demais dias da programação, a carreta atenderá outros públicos e municípios. Nos dias 10 (hoje), 12, 18 e 20 de março, os atendimentos serão destinados à população de Cuiabá, enquanto nos dias 16 e 17 de março serão realizados atendimentos voltados às pacientes indígenas.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de as mulheres aproveitarem a oportunidade para realizar os exames, fundamentais para o diagnóstico precoce e o cuidado com a saúde.
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Várzea Grande e Cuiabá articulam mesa técnica no TCE para fortalecer atendimento à população vulnerável
As Prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá se reuniram nesta segunda-feira (22) com o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para discutir pautas relacionadas à assistência social. Entre os temas debatidos estavam recursos financeiros, atendimento à população idosa, apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade social, dados do Cadastro Único (CadÚnico) e o fortalecimento das políticas públicas do setor.
Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, cerca de 78 mil famílias estão inscritas no CadÚnico, totalizando aproximadamente 166 mil pessoas cadastradas. O número representa pouco mais de 50% da população do município. Deste total, cerca de 22 mil famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Conforme a prefeita Flávia Moretti, mais de 80% dos custos da assistência social são custeados com recursos próprios do município.
“A instituição dessa mesa técnica é de extrema importância porque, hoje, em Várzea Grande, mais de 80% dos custos da assistência social são mantidos com recursos próprios. Precisamos dialogar em um tripé formado por município, Estado e Governo Federal, com o apoio do Tribunal de Contas, para encontrar soluções e planejar os serviços oferecidos à população”, destacou a prefeita.
A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, informou que o município conta atualmente com quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro POP e um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Segundo ela, a pasta dispõe de aproximadamente R$ 2 milhões mensais para atender a demanda do setor.
“A situação de vulnerabilidade social é muito grande em nosso município. Nosso orçamento ainda é insuficiente para atender uma demanda tão expressiva em Várzea Grande”, afirmou.
O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf, responsável por propor a criação da mesa técnica, ressaltou a gravidade do cenário enfrentado pelas duas maiores cidades de Mato Grosso.
Segundo ele, Cuiabá e Várzea Grande somam cerca de 440 mil famílias cadastradas no CadÚnico.
“Queremos realizar um estudo aprofundado sobre a população vulnerável, especialmente idosos, pessoas em situação de rua e crianças que necessitam de acolhimento. Em um segundo momento, construiremos propostas voltadas à implementação de políticas públicas mais eficientes e de qualidade”, explicou.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela de Oliveira, informou que a Capital possui 119 mil famílias inscritas no CadÚnico. Para ela, a criação da mesa técnica permitirá o desenvolvimento de ações conjuntas e mais eficazes no enfrentamento das desigualdades sociais.
“Vamos unir esforços entre Cuiabá, Várzea Grande e o Tribunal de Contas para implantar medidas capazes de retirar essas pessoas da situação de vulnerabilidade. Apresentamos um diagnóstico da realidade e buscamos alternativas para desenvolver ações integradas e eficientes”, concluiu.
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