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Decisão inédita coloca frente a frente tradição e renascimento: Luverdense e Mixto disputam o título do Mato-Grossense 2026

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A final do Campeonato Mato-Grossense de 2026 será histórica. Pela primeira vez, Luverdense Esporte Clube e Mixto Esporte Clube decidem o estadual em confronto direto pelo troféu. De um lado, o Verdão do Norte tenta encerrar um jejum de dez anos. Do outro, o Tigre da Vargas busca voltar ao topo após quase duas décadas.

A decisão representa mais que um título: simboliza a retomada de dois projetos esportivos que carregam peso histórico no futebol mato-grossense.

Luverdense: reconstrução e maturidade competitiva

O Luverdense chega à final após uma campanha sólida e consistente. A equipe terminou a primeira fase na liderança geral, garantindo vaga direta nas semifinais e mostrando regularidade defensiva e eficiência ofensiva ao longo da competição.

Na semifinal, o Verdão enfrentou o Sport Sinop em um duelo dramático. Após alternância de resultados e equilíbrio no placar agregado, a classificação veio nas penalidades máximas, demonstrando maturidade emocional do elenco em momento decisivo.

O técnico Wagner Lopes destacou, após a classificação, que o grupo “mostrou personalidade e organização tática nos momentos de pressão”, evidenciando a evolução da equipe em relação à temporada passada, quando o clube teve desempenho abaixo das expectativas.

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Tricampeão estadual (2009, 2012 e 2016), o Luverdense não levanta o troféu desde 2016. Uma eventual conquista encerraria uma década de jejum e consolidaria a retomada do clube no cenário regional.

Mixto: o maior campeão quer escrever um novo capítulo

Do outro lado está o Mixto, maior vencedor da história do campeonato, com 24 títulos estaduais. A última conquista, porém, ocorreu em 2008 — um hiato que pesa para um clube de tamanha tradição.

A vaga na final veio após semifinal intensa contra o Operário-VG. Depois de empate no tempo regulamentar, o Tigre garantiu a classificação nos pênaltis, reforçando a marca de uma equipe competitiva e resiliente.

O técnico Lucas Isotton afirmou ainda no início da temporada que o planejamento para 2026 tinha como meta clara recolocar o Mixto em decisões e assegurar calendário nacional. A campanha até aqui valida o discurso: elenco equilibrado, mescla de juventude e experiência e identidade tática bem definida.

Para o Mixto, conquistar o 25º título estadual significaria reafirmar sua hegemonia histórica e encerrar um jejum de 18 anos sem troféu do Mato-Grossense.

Peso histórico da decisão

A final carrega simbolismos importantes:

  • Luverdense: representa o fortalecimento do futebol do interior e a consolidação de um projeto que busca estabilidade após oscilações recentes.

  • Mixto: simboliza tradição, torcida apaixonada e a tentativa de reconquistar protagonismo estadual.

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Além disso, o confronto equilibra dois momentos distintos: um clube que tenta reafirmar seu crescimento recente contra outro que busca resgatar a grandeza histórica.

Expectativa de equilíbrio

Curiosamente, as duas equipes já se enfrentaram na primeira fase, com vitória do Mixto fora de casa — resultado que mostrou que a final promete equilíbrio e intensidade.

Os jogos decisivos devem registrar grande presença de público tanto em Cuiabá quanto em Lucas do Rio Verde, reforçando o caráter simbólico da decisão.

Quem quebra o jejum?

Se o Luverdense vencer, encerrará dez anos sem título estadual. Se o Mixto levantar a taça, colocará fim a um jejum de 18 temporadas.

Independentemente do resultado, o Mato-Grossense 2026 já entra para a história como uma das finais mais emblemáticas dos últimos anos — unindo tradição, reconstrução e a expectativa de um novo capítulo no futebol de Mato Grosso.

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Suíça elimina a Colômbia nos pênaltis e fecha as vagas nas quartas de final da Copa do Mundo

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A seleção suíça conquistou nesta terça-feira a última vaga nas quartas de final da Copa do Mundo ao eliminar a Colômbia nas penalidades máximas, por 4 a 3, após um empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação, no Estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá. Com o resultado, os suíços avançam para enfrentar a Argentina, que havia eliminado o Egito com uma virada por 3 a 2 em Atlanta, no mesmo dia.

O jogo

O primeiro tempo foi marcado pela cautela de ambas as equipes. A Colômbia criou a primeira chance perigosa aos 20 minutos, quando Puerta arriscou da entrada da área e obrigou o goleiro Kobel a fazer boa defesa. A Suíça demorou a responder, mas apareceu com perigo perto da meia hora de jogo. Rieder bateu cruzado e parou em Vargas, e logo em seguida Ndoye também testou o goleiro colombiano, que estava atento.

Na volta do intervalo, a Suíça voltou com postura mais ofensiva. Aos dois minutos, Ndoye fez boa jogada pela esquerda, avançou e cruzou para Sow, que desperdiçou a finalização. Cinco minutos depois, Rieder cobrou falta com perigo, mandando a bola perto da trave. A Colômbia reagiu aos 15, quando Luís Díaz arriscou em duas oportunidades seguidas, mas a marcação e o goleiro Kobel impediram o gol. Os colombianos tentaram chegar ao ataque nas sequências seguintes, mas esbarraram repetidamente na linha de impedimento, com Campaz e Quintero. Nos acréscimos, Ndoye ainda assustou com um chute cruzado que atravessou a área sem encontrar ninguém.

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Na prorrogação, a Colômbia começou pressionando. Logo no início, Quintero cobrou falta na área, a bola ficou viva e Sánchez tentou de voleio, mas mandou para fora. Campaz ainda invadiu a área e pediu pênalti em lance com Elvedi, sem obter resposta do árbitro. Aos oito minutos, James cobrou escanteio, levantou na área, e Lucumí acertou o travessão. Campaz pouco depois obrigou Kobel a espalmar para escanteio. A Suíça respondeu aos 13, com Amdouni finalizando com perigo dentro da área, mas Vargas mais uma vez apareceu para evitar o gol.

Na segunda etapa da prorrogação, o ritmo caiu. Quintero e Xhaka arriscaram de fora da área, ambos sem sucesso. Aos dez minutos, Campaz desperdiçou a chance mais clara do jogo: Xhaka falhou na marcação, Muñoz recuperou e serviu o atacante, que finalizou mal e mandou para fora. O 0 a 0 persistiu e a classificação foi decidida nos pênaltis.

Nas cobranças, a Suíça foi mais precisa. Quintero e Xhaka converteram nas primeiras rodadas, mas Sánchez errou para a Colômbia. Amdouni manteve a vantagem suíça, e Campaz empatou a contagem. Akanji perdeu para a Suíça, mas Cucho Hernández também falhou para os colombianos. Itten e Luís Díaz marcaram seus pênaltis, e Vargas, o goleiro colombiano, surpreendeu ao converter a última cobrança suíça, sacramentando a classificação por 4 a 3 e eliminando a Colômbia do torneio.

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FICHA TÉCNICA
Placar

Suíça 0 (4) x (3) 0 Colômbia

Competição Copa do Mundo (Oitavas de final)
Local Estádio BC Place, em Vancouver (CAN)
Data 7 de junho de 2026 (terça-feira)
Horário 17h (de Brasília)
Cartões amarelos Xhaka, Zakaria, Muheim (Suíça); Luís Suárez, Sánchez (Colômbia)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ivan Arcides Barton (ELS)
Assistentes David Mora (ELS) e Antonio Pupiro (NIC)
VAR Guillermo Pacheco (MEX)
Gols Nenhum (decisão nos pênaltis: Suíça 4 x 3 Colômbia)
 Suíça Kobel; Zakaria (Widmer), Elvedi, Akanji e Ricardo Rodríguez (Muheim); Freuler, Jashari (Sow), Xhaka e Rieder (Amdouni); Dan Ndoye (Vargas) e Embolo (Itten). Técnico: Murat Yakin
Colômbia Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Lucumí (Yerry Mina) e Mojica; Lerma (Richard Ríos), Puerta, Jhon Arias (Campaz) e James Rodríguez (Quintero); Luís Diaz e Luis Suárez (Cucho Hernández). Técnico: Néstor Lorenzo

Fonte: Esportes

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