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POLITÍCA NACIONAL

Deputada afirma que o Carnaval é uma grande fonte de receita da economia brasileira

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POLITÍCA NACIONAL

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC), nova presidente da Comissão de Turismo da Câmara, destacou a expectativa de ganhos no setor turístico com o Carnaval neste ano, com previsão de recorde em ganhos econômicos e na presença de turistas estrangeiros.

“O Carnaval abre o ano e se coloca como uma das grandes engrenagens da economia brasileira”, afirmou a parlamentar em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (13).

R$ 14 bilhões em receitas
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que, neste ano, o Carnaval vá gerar R$ 14,5 bilhões em receitas.

“O Carnaval de 2025 teve uma estimativa em torno de R$ 12 bilhões, com um crescimento real de 2,1% em relação ao ano anterior. E agora, para 2026, as projeções da CNC nos apontam para um novo recorde”, comemorou Daniela.

“E a gente não está falando simplesmente da folia do Carnaval, mas de todo esse grande complexo econômico que envolve bares, restaurantes, hospedagem, transporte e toda a cadeia de serviços envolvidos”, ressaltou.

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Pelos cálculos da CNC, também haverá recorde de turistas estrangeiros neste Carnaval: são esperados 1,4 milhão de visitantes vindos de outros países.

“Eterna promessa”
Para Daniela Reinehr, apesar dos números positivos, o Brasil ainda é uma “eterna promessa” no turismo. Ela defendeu a criação de um plano nacional de competitividade para o setor, que mostre o potencial dos destinos turísticos brasileiros, em toda a sua diversidade.

Daniela afirmou que é preciso divulgar também roteiros menos conhecidos, como de turismo rural e de experiência, além de destinos históricos e de natureza. Por fim, a parlamentar ressaltou que é necessário trabalhar para melhorar a imagem do Brasil no exterior, com foco em segurança, alimentação e qualidade da experiência.

Segundo ela, a Comissão de Turismo pretende ouvir em breve o ministro da pasta, Gustavo Feliciano.

Da Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

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Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

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Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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