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ALMT promove debate sobre protagonismo feminino na ciência

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na tarde desta quarta-feira (11), no Auditório Milton Figueiredo, evento comemorativo em alusão ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, por iniciativa do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). A abertura dos trabalhos foi feita pelo parlamentar, autor da proposta, que destacou a importância de reconhecer a contribuição feminina para o avanço científico e acadêmico e de fortalecer espaços institucionais de diálogo sobre o tema.

Para o deputado Carlos Avallone, a participação das mulheres na ciência é fundamental. Todos os avanços do mundo nascem da pesquisa e da produção científica. “Quando apoiamos a presença feminina nesses espaços, estamos fortalecendo a inovação, o desenvolvimento e o futuro do nosso estado e do país. Aproximar as mulheres da ciência é garantir apoio, é defender a presença delas nos espaços de pesquisa, de produção do conhecimento e de tomada de decisão. Quanto mais mulheres na ciência, mais diversidade de pensamento, mais inovação e mais capacidade de enfrentar os desafios contemporâneos”, pontuou Avallone.

O deputado ressaltou que a iniciativa partiu da ex-deputada estadual e suplente Sheila Klener, que desenvolve trabalhos nessa área. “Fui procurado por ela para promover esta audiência e, por isso, faço questão de abrir os trabalhos e passar a condução, reconhecendo sua liderança e compromisso”, declarou.

“Hoje, no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, trouxemos para a Assembleia Legislativa uma roda de conversa proposta pelo Coletivo de Mulheres nas Ciências Ambientais da UFMT, porque é no Parlamento que as políticas públicas são construídas e precisam ouvir quem entende do tema. Queremos despertar nas meninas o interesse pela ciência, especialmente em um momento de avanços tecnológicos e de forte desenvolvimento em Mato Grosso, inclusive no agronegócio. A mensagem é clara: a ciência também é lugar de mulher. Precisamos de mais meninas e mulheres desenvolvendo conhecimento para que o estado e o país continuem crescendo”, afirmou a ex-deputada estadual e suplente Sheila Klener.

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Foto: Ronaldo Mazza

Conduzido pela suplente Sheila Klener, que também é geóloga e servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o evento teve como eixo central a Roda de Conversa Mulheres nas Ciências e Mulheres nas Ciências Ambientais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reunindo representantes da UFMT, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec).

A proposta foi promover um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva sobre a presença das mulheres nas ciências, os desafios enfrentados em suas trajetórias acadêmicas, profissionais e institucionais, além de discutir a representatividade feminina nos espaços de decisão, na produção científica e na formulação de políticas públicas.

As participantes relataram suas trajetórias acadêmicas, profissionais e institucionais, os desafios enfrentados em áreas tradicionalmente masculinizadas e as experiências de superação, permanência e afirmação nos espaços científicos e de gestão pública.

Também estiveram em pauta a presença feminina em cargos de liderança na ciência, na universidade e no setor público, as barreiras estruturais e institucionais para o avanço das mulheres em posições de decisão, a conciliação entre carreira, maternidade e responsabilidades de cuidado e o papel das políticas públicas e das instituições na promoção da equidade de gênero.

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A roda de conversa abordou ainda as formas de violência de gênero nos ambientes acadêmico, científico e institucional, as dificuldades para denúncia e acolhimento das vítimas e a importância de redes de apoio, protocolos institucionais e ações educativas, além de ações para o fortalecimento de meninas e mulheres nas áreas científicas, a articulação entre universidade, escolas, poder público e sociedade civil e as possibilidades de atuação do Coletivo em ações de extensão, formação, eventos e redes de mentoria.

Sobre a celebração – Instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, a data comemorada em 11 de fevereiro tem como propósito estimular o acesso de mulheres e meninas às carreiras científicas e de pesquisa, além de evidenciar suas contribuições históricas e contemporâneas para o desenvolvimento do conhecimento, da inovação e da tecnologia.

Participaram da roda de conversa convidadas das áreas da ciência, educação, segurança pública e políticas para mulheres, além de professoras, pesquisadoras, estudantes e representantes de projetos e instituições de ensino e pesquisa do estado.

Fonte: ALMT – MT

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Lei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos

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Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em junho deste ano reforça um tema que começa dentro de casa, mas envolve toda a sociedade: a responsabilidade compartilhada de mães e pais na criação dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, institui a Campanha Parentalidade Responsável, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na formação das crianças e divulgar direitos já previstos na legislação.

Entre os princípios que deverão nortear as ações da campanha estão a proteção integral e o melhor interesse da criança; a igualdade de direitos e deveres de mães e pais em relação à educação, à criação e ao sustento dos filhos; a função social das empresas; e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.

Para a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, falar sobre parentalidade responsável não significa cobrar dos pais um comportamento perfeito. O mais importante é compreender o papel da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação da criança.

“A parentalidade responsável é o que vai contribuir para o desenvolvimento saudável de uma criança, porque é dentro dessa relação familiar que ela começa a construir a sua visão de mundo, de si mesma e das pessoas que a cercam”, explicou.

Michelle ressalta que uma criança que cresce em um ambiente no qual se sente protegida, amada e orientada tende a desenvolver recursos importantes para a vida, como autoestima, autonomia, capacidade para lidar com frustrações e mais segurança em suas próprias relações.

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Esse cuidado também passa pelo estabelecimento de limites. Para a psicóloga, educar significa ensinar e, por isso, afeto e orientação precisam caminhar juntos. “A criança precisa do amor, mas também precisa de limite e de referências. O ‘não’, dito de forma respeitosa e com cuidado, é uma das coisas que as crianças precisam ouvir e entender”, afirmou.

Licenças e responsabilidades – A campanha instituída pela lei também prevê a divulgação de informações relacionadas ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008.

De acordo com a norma estadual, deverão ser divulgadas informações sobre os benefícios previstos para as empresas que concedem aos funcionários a prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias e da licença-paternidade por 15 dias, bem como sobre a possibilidade de redução da jornada de trabalho em 50% pelo período de 120 dias. Essa divulgação deverá ocorrer por meio de cartazes, redes sociais e sites oficiais dos órgãos públicos estaduais.

Na avaliação da psicóloga, ampliar o período disponível para que mães e pais se adaptem à chegada de um filho pode contribuir positivamente para a saúde emocional da família, embora a ampliação da licença, isoladamente, não seja garantia de melhora da saúde mental.

“O benefício está principalmente em permitir que esses pais tenham mais tempo para adaptação, criação de vínculo e organização da rotina, principalmente nesse período inicial”, esclareceu.

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Segundo ela, o nascimento de uma criança provoca mudanças emocionais, físicas e profissionais, além de alterações na dinâmica do casal, e dispor de mais tempo pode reduzir a pressão de conciliar imediatamente os cuidados com o bebê e as demandas do trabalho.

Michelle destaca ainda que uma divisão mais equilibrada das responsabilidades pode diminuir a sobrecarga dentro de casa. Nesse contexto, a participação do pai desde o início da vida da criança tem papel importante e não deve ser entendida apenas como uma forma de “ajudar” a mãe.

“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, assegurou. Para ela, cuidados cotidianos com o bebê também representam oportunidades para a construção de vínculo e permitem que o pai desenvolva mais segurança e proximidade com o filho.

A psicóloga observa que ainda persiste a ideia de que os cuidados nos primeiros meses são uma responsabilidade predominantemente materna. Mudar essa percepção, segundo ela, beneficia não apenas a mãe, pela redução da sobrecarga, mas também a criança e toda a dinâmica familiar.

“O pai também é cuidador, também educa, também acolhe e também constrói vínculo. Essa presença não pode ser pensada apenas quando a criança começa a falar, andar ou brincar. Ela precisa começar desde os primeiros meses de vida”, reforçou.

Fonte: ALMT – MT

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