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Safra de café 2026 pode bater novo recorde no Brasil: 66,2 milhões de sacas

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O Brasil deve produzir 66,2 milhões de sacas beneficiadas de café em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume representará um novo recorde histórico, superando as 63,1 milhões de sacas colhidas em 2020, até então o maior resultado da série.

As projeções fazem parte do 1º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira (5) pela estatal. Em relação à safra passada, a colheita prevista é 17,1% superior. Na comparação com 2024, outro ano de bienalidade positiva, o avanço estimado chega a 22,1%.

De acordo com a Conab, o crescimento da produção é influenciado principalmente pelo incremento de 4,1% na área em produção, estimada em 1,9 milhão de hectares nesta temporada, além da bienalidade positiva, da entrada de novas áreas produtivas, do uso crescente de tecnologias e insumos e das condições climáticas mais favoráveis ao longo do ciclo da cultura.

“O crescimento previsto tem como base, além do ciclo de bienalidade positiva, a entrada de novas áreas em produção, o crescente uso de tecnologias e insumos e a combinação das condições climáticas mais favoráveis”, destacou a Conab em seu boletim.

As chuvas mais regulares a partir do último trimestre de 2025 também contribuíram para o bom desenvolvimento das lavouras. “As precipitações voltaram de fato a ocorrer com maior frequência a partir do quarto trimestre, favorecendo as principais floradas de setembro e outubro. Apesar de alguns relatos de desuniformidade, no geral o clima foi bem melhor do que em 2025”, afirmou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Produtividade em alta

Outro fator determinante para o desempenho esperado é a recuperação da produtividade média, que deve registrar uma elevação de 12,4%, passando de 30,4 sacas por hectare na safra passada para 34,2 sacas por hectare em 2026.

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A área total cultivada com café no país deve alcançar 2,3 milhões de hectares, crescimento de 3,4% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 1,9 milhão de hectares já está em produção, enquanto o restante corresponde a áreas em formação.

Arábica lidera crescimento

Para o café arábica, a Conab projeta uma produção de 44,1 milhões de sacas, alta de 23,3% em comparação com 2025. O avanço é puxado principalmente por Minas Gerais, maior produtor nacional, que deve colher 32,4 milhões de sacas, concentrando mais da metade do volume da espécie no país.

Em São Paulo, importante produtor de arábica, a expectativa é de uma safra de 5,5 milhões de sacas, crescimento de 16%. Já o Espírito Santo apresenta a maior taxa de expansão, com aumento estimado de 26,5%, alcançando 4,1 milhões de sacas.

Segundo a Conab, a bienalidade positiva é um fator comum entre esses Estados, além de uma melhor distribuição das chuvas, especialmente nos meses que antecederam a floração, e da recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior.

Conilon também avança

Para o café conilon, a expectativa é de uma produção de 22,1 milhões de sacas, aumento de 6,4% em relação a 2025. O Espírito Santo, maior produtor da variedade, deve alcançar 14,8 milhões de sacas, alta de 5%.

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Na Bahia, a produção pode chegar a 3,4 milhões de sacas, crescimento de 4,2%, enquanto Rondônia deve registrar o maior avanço proporcional, com alta de 18,3%, atingindo 2,7 milhões de sacas. O desempenho rondoniense é atribuído à renovação do material genético, com uso de plantas clonais mais produtivas, aliada às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo.

Preços devem seguir elevados

Mesmo com a perspectiva de uma safra recorde no Brasil e boa produção em outros países, como o Vietnã, a Conab avalia que os preços do café devem permanecer elevados em 2026. A análise se baseia nos dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontam estoques globais no menor nível dos últimos 25 anos, estimados em 21,3 milhões de sacas, queda de 7,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, a demanda global segue aquecida. O consumo mundial deve alcançar 173,9 milhões de sacas na safra 2025/2026, segundo o USDA, o que reduz a possibilidade de quedas expressivas nas cotações.

Exportações recordes em valor

Apesar da retração de 17,1% no volume exportado em 2025, que somou 41,9 milhões de sacas, as exportações brasileiras de café alcançaram US$ 16,1 bilhões no ano passado, um crescimento de 30,3% frente a 2024 e novo recorde histórico em valor. O resultado foi impulsionado pelo avanço de 57,2% no preço médio do produto, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), citados pela Conab.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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