POLÍTICA
Deputado Thiago Silva defende pagamento do RGA e ganho real para os servidores públicos
POLÍTICA
O deputado estadual Thiago Silva (MDB) posicionou-se, nesta quarta-feira (14), durante sessão parlamentar da Assembleia Legislativa, a favor do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) que garanta um ganho real (acima da inflação) aos servidores públicos estaduais.
“Quero reforçar o nosso compromisso com os servidores do Estado e o nosso apoio a todos que se têm dedicado com esforço para que Mato Grosso seja próspero e se destaque no cenário nacional. Isso se deve aos servidores, que não têm medido esforços para fazer Mato Grosso avançar. Portanto, fica aqui o nosso reconhecimento a eles. Por isso, defendemos o pagamento do RGA acima do valor da inflação, para que tenham, na prática, um ganho real”, disse o parlamentar.
O deputado reforçou que o Estado tem aumentado anualmente o seu orçamento, e nada mais justo que os servidores sejam contemplados com a recomposição de perdas passadas referentes ao RGA.
“Mato Grosso teve um crescimento, nos últimos anos, acima da média de muitos estados do país. É mais do que justo que a reposição salarial de nossos servidores seja acima da inflação, dado o aumento no custo de alimentos, remédios e demais insumos. Sempre votamos a favor e defendemos as pautas em prol da valorização dos nossos servidores, e mantemos essa coerência no Parlamento”, finalizou Thiago.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
CPI da Saúde ouve procurador-geral e empresária investigada por contratos da pandemia
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, nesta quarta-feira (8), o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, e a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva, investigada por contratos firmados com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia da Covid-19. Enquanto o procurador respondeu aos questionamentos da relatoria da comissão, a empresária exerceu o direito constitucional ao silêncio em relação às perguntas realizadas pela relatoria da comissão.
Durante o depoimento, Francisco de Assis afirmou que a PGE exerce o controle prévio de legalidade dos processos administrativos, mas não tem competência para fiscalizar a execução dos contratos firmados pela administração pública. Segundo ele, cabe à PGE emitir pareceres jurídicos antes da formalização das contratações, enquanto a fiscalização posterior compete aos órgãos de controle interno e externo. Questionado sobre informações apresentadas pela comissão relativas a pagamentos realizados sem cobertura contratual, afirmou desconhecer os dados.
Na sequência, a comissão ouviu a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva. Convocada na condição de investigada, ela compareceu acompanhada por advogado e optou por exercer o direito ao silêncio, garantia assegurada pela Constituição Federal.
Ao avaliar os depoimentos, a relatoria da CPI da Saúde informou que a equipe técnica fará o cruzamento das informações prestadas durante as oitivas com a documentação reunida ao longo da investigação, subsidiando a elaboração do relatório final da comissão.
A relatoria também informou que irá aprofundar a apuração sobre uma tentativa de ataque cibernético aos sistemas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionada durante o depoimento do procurador-geral. Conforme informado à comissão, o caso foi comunicado às autoridades competentes e a CPI aguarda informações da Polícia Federal para dar continuidade às investigações.
Investigação – A convocação da médica e empresária Virgínia Scaff está relacionada aos contratos firmados entre a empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda., conhecida como Clínica Rostey, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a disponibilização de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional de Cáceres durante a pandemia da Covid-19.
Os contratos, superiores a R$ 4,2 milhões, são investigados por suspeitas de irregularidades. Conforme apurado pela CPI, a empresa, registrada como clínica de dermatologia e estética, não possuía experiência comprovada na gestão de UTIs. Relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) também apontam indícios de fraude na dispensa de licitação.
Ao encerrar a reunião, a relatoria da CPI da Saúde informou que o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 180 dias. Também foi aprovada a convocação do médico Luiz Wagner Silveira Golembiowski para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.
Fonte: ALMT – MT
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