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AGRONEGÓCIO

Brasil volta a liderar exportações de arroz e obtém superávit comercial

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As exportações brasileiras de arroz entre março e outubro da safra 2025/26 somaram 1,13 milhão de toneladas (base casca), um avanço de 20% em relação ao ciclo anterior, impulsionadas sobretudo pelo aumento de 61,4% nas vendas de arroz em casca. A alta demanda veio principalmente da Venezuela, México e África Ocidental, com destaque para Senegal, que se mantém como principal mercado para o arroz quebrado produzido no país.

Apesar do crescimento nas exportações de arroz em casca e quebrado, o arroz beneficiado teve queda de 28,4%, refletindo perda de competitividade no mercado externo, com reduções em países como República Dominicana, Cuba e Costa Rica, embora Estados Unidos e Arábia Saudita apresentem aumentos pontuais nas importações desse produto.

As importações brasileiras tiveram leve recuo no geral, mas o arroz esbramado importado cresceu 44,3%, principalmente de Paraguai, Uruguai e Argentina. O saldo da balança comercial do arroz registrou superávit de 102,6 mil toneladas, revertendo o déficit de 98,3 mil toneladas do ciclo anterior, sinalizando a retomada do Brasil como exportador líquido.

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No campo, a safra no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, está na reta final, com chuvas de novembro que melhoraram a umidade, mas também causaram atrasos pontuais. Se o clima se estabilizar, a produtividade poderá ser boa, consolidando a recuperação do setor após desafios logísticos e cambiais recentes. Estoques elevados pressionam os preços internos, com previsão de 3,6 milhões de toneladas armazenadas no Brasil e mais de 4,4 milhões no Mercosul até o fim de 2025.

Fonte: Pensar Agro

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Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27

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Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.

Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.

A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.

O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.

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Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.

Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.

A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.

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O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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