MATO GROSSO
Seduc agendou mais de 223 mil exames certificadores para jovens e adultos que não concluíram a educação básica
MATO GROSSO
Mais de 223 mil pessoas de Mato Grosso realizaram, de 2022 a 2025, o Exame Certificador da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Do total de agendamentos, 84,19% referem-se à certificação do Ensino Médio e 15,81% ao Ensino Fundamental.
As áreas de conhecimento mais procuradas pelos candidatos foram Matemática e Linguagens. Entre os municípios com maior número de certificações solicitadas estão Cuiabá (19.226), Várzea Grande (15.901), Sorriso (15.754) e Nova Mutum (11.604), evidenciando a abrangência da política em diferentes regiões do estado.
O programa é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) no decorrer do ano e oportuniza a conclusão da educação básica àqueles que não finalizaram os estudos na idade apropriada.
Por meio do exame, qualquer pessoa com idade acima de 15 anos tem a chance de completar sua formação educacional no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, adquirindo conhecimentos essenciais para o mercado de trabalho e para o desenvolvimento pessoal.
Além disso, a certificação abre portas para novas oportunidades, como ingressar em cursos técnicos, faculdades e concursos públicos. Até o momento, 36 escolas aplicam o exame por meio de agendamento em todas as regiões do Estado, o que garante que a oportunidade de conclusão dos estudos esteja acessível em diversas localidades.
Para se inscrever, basta acessar o site da Seduc e seguir o passo a passo preenchendo os formulários, além conhecer o manual do participante e consultar o conteúdo que é aplicado. Já a relação de escolas que aplicam o exame pode ser conferida aqui.
Faça sua inscrição AQUI.
Em Cuiabá, o Exame Certificador pode ser agendado nas Escolas Estaduais Mário de Castro (Pedra 90), Leovegildo de Melo (CPA III) e na Rodolfo Augusto Curvo (Residencial Paiaguás). Nesta última, as provas são aplicadas em sala anexa instalada na Assembleia Legislativa.
Em Várzea Grande, o Exame Certificador é feito pelas escolas estaduais Jayme Veríssimo de Campos Junior (Jardim dos Estados), José Leite de Moraes (Cristo Rei) e na Professora Elizabeth Maria Bastos Mineiro (Jardim Eldorado).
Confira AQUI a lista completa das escolas.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, explica que a pessoa não precisa frequentar aulas se ela já possui o conhecimento necessário para realizar o exame. “Basta se inscrever pelo site, escolher a escola na qual fará as provas de forma presencial, definir o horário mais apropriado e comparecer pontualmente”.
Ele reforça que o Exame Certificador é um dos pilares da política de educação de jovens e adultos do Plano EducAção 10 Anos, cujo objetivo é colocar a educação pública de Mato Grosso entre as mais bem avaliadas do Brasil até 2032.
“Essa visão ambiciosa se alinha com as metas do governo em melhorar a qualidade da educação, particularmente para aqueles que foram historicamente marginalizados. Assim, o plano abriga iniciativas que promovem a capacitação contínua da população”, completa.
O secretário destaca que, com o Exame Certificador, o Estado está investindo na capacitação e formação de sua população, fortalecendo a educação inclusiva e garantindo que todos tenham a chance de uma segunda oportunidade. Na avaliação dele, essa iniciativa é uma prova de que o governo está comprometido em proporcionar um futuro melhor para seus cidadãos.
“Com o comprometimento da Secretaria de Educação e a participação ativa da sociedade, o Exame Certificador tem se consolidado como uma importante iniciativa para a educação, proporcionando uma segunda chance para aqueles que desejam concluir seus estudos e conquistar um futuro melhor”, finaliza o secretário.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores
Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.
A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.
Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.
“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.
Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.
“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.
Principais ocorrências
Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.
Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.
Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.
Tecnologia como aliada
O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.
Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.
“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.
Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.
A importância da prova técnica
Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.
“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.
Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.
Impactos para sociedade
Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.
As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.
E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.
Fonte: Governo MT – MT
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