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Prefeitura de Sinop realiza audiência pública e apresenta resultados do Plano Municipal de Educação
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A audiência teve a participação de profissionais da educação, conselheiros, gestores escolares, representantes de instituições de ensino e cidadãos. A abertura destacou a importância do plano como instrumento de organização de políticas públicas e de garantia de continuidade das ações educacionais, independentemente das mudanças de gestão.
A secretária municipal de Educação, Salete Rodrigues, destacou o papel estratégico do PME e a necessidade de observar os impactos do crescimento acelerado da cidade nos resultados das metas. “O Plano Municipal de Educação foi construído para 10 anos. Durante esse período, nós tínhamos as metas nacionais, estaduais e municipais. Estamos olhando para o que conseguimos alcançar dentro dessas metas. Vale lembrar que Sinop cresceu de uma forma que não é comum, então nós ainda temos metas em desenvolvimento”, afirmou.
A vice-presidente do Conselho Municipal de Educação, Tania Nunes, destacou a complexidade das mais de 200 estratégias que compõem o PME. Ela contextualizou a evolução histórica do documento. “Hoje nós realizamos essa audiência pública que é uma audiência de avaliação do Plano Municipal de Educação que está em vigência. O primeiro plano foi elaborado em 2008 e esse foi elaborado em 2015. Ele traz diversas metas e mais de 200 estratégias. Muitas foram alcançadas, muitas estão em processo e algumas ainda não foram alcançadas”, descreveu.
Tania Nunes destacou sobre os próximos passos e lembrou que o PME abrange todo o sistema educacional. “Fazendo esse fechamento para o próximo plano que vai iniciar em 2026, observamos o plano atual porque ele é uma continuidade dos trabalhos. Para o próximo plano, vamos analisar o que já foi alcançado, o que não foi alcançado, dar continuidade e ainda colocar novas estratégias para o alcance da qualidade com equidade na educação do município. O plano não é da rede municipal, ele é do município de Sinop e envolve a rede municipal, estadual, privada e inclusive o ensino superior”, disse.
A coordenadora de planejamento da Secretaria de Educação, Alexandra Cortes, falou sobre a importância do monitoramento contínuo do PME como instrumento de gestão. “Avaliar o plano é mais do que importante, porque estamos há 10 anos nesse processo. 10 anos em que a rede municipal, a rede estadual, a rede privada, como outras instituições, executam um planejamento que foi pensado 10 anos atrás. E nada mais importante do que analisar o que foi a educação há 10 anos e o que está sendo hoje”, afirmou.
Alexandra Cortes reforçou o valor da participação da comunidade e do diálogo entre diferentes segmentos da educação. “Nada melhor do que reunir a sociedade, reunir as pessoas que fazem parte da educação. São pessoas que também podem contribuir para as melhorias da educação para que possam vir junto conosco avaliar o que precisamos ainda melhorar numa cidade como Sinop, numa cidade tão pujante, que cresce a cada dia e que tem que estar renovando a cada momento”, completou.
O articulador municipal do programa Educa-MT, Claudimiro Neves de Freitas, enfatizou o caráter histórico e colaborativo da construção do PME. Ele destacou o envolvimento de diferentes esferas federativas e instituições no processo. “O plano municipal tem um fator histórico. A união articulada entre estado, município e outras esferas fez a construção do plano. Foi uma construção árdua, então tem todo um acompanhamento. Nós fizemos várias reuniões para ter esse alinhamento, para fazer esse fechamento junto com o monitoramento, avaliação e com essa audiência pública. Esse momento é importante para que cresçamos enquanto município. O plano municipal tem metas que precisam ser acompanhadas, monitoradas e avaliadas para que o município avance na educação”, afirmou.
Com a conclusão do monitoramento do ciclo 2015-2025, o município inicia agora a fase de estudos e debates que irão fundamentar as metas para a próxima década. O próximo Plano Municipal de Educação deve orientar a gestão educacional e garantir a continuidade e avanço das políticas educacionais.
A audiência pública foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura de Sinop no YouTube e permanece disponível para consulta pública. A gravação completa pode ser acessada pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=lLdiJK29GuA.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
Sinop
Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).
Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.
Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.
Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.
Cooperação científica
Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.
Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.
Último dia da programação
A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.
Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.
Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.
Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.
Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.
A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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