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Polícia Civil prende homem por ameaçar e agredir companheira grávida com o objetivo de provocar aborto

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MATO GROSSO

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (12.11), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 25 anos, investigado por agredir e ameaçar sua companheira de 18 anos. O suspeito foi localizado em um bar no bairro Ouro Verde, em Guarantã do Norte.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima conviveu com o suspeito por cerca de um ano, período em que sofreu agressões físicas e verbais constantes. As violências, segundo ela, foram praticadas desde o início do relacionamento e se agravaram recentemente com a suspeita de gravidez da jovem.

Em depoimento, a vítima relatou que, no dia 9 de outubro, foi levada pelo suspeito para uma área de mata afastada, onde foi novamente agredida com socos, chutes e empurrões.

As agressões, conforme relatou, tinham o intuito de provocar o aborto. Ela contou, ainda, que o suspeito a ofendia com palavras de baixo calão e chegou a ameaçá-la de morte, estendendo também as ameaças aos pais dela.

A jovem relatou que, durante o registro da ocorrência, o suspeito passou várias vezes em frente à delegacia e permaneceu parado em uma esquina, o que aumentou seu medo e a sensação de risco. Ela pediu medidas protetivas urgentes e demonstrou temor pela própria segurança e pela de sua família.

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Com base nas informações colhidas, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito pelos crimes de lesão corporal e ameaça, no contexto de violência doméstica.

Após ser informada pela vítima de que o homem estava circulando pelo bairro, a equipe da Polícia Civil realizou diligências e o localizou em um bar. Ele foi abordado e preso. O suspeito estava em posse do celular da vítima.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte, onde permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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